Quem compra documentos falsos é vítima?

21/01/2019 00h00 - Atualizado há 4 anos
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Divulgação

A cada dia surgem mais denúncias contra pessoas que apresentam documentos falsos, principalmente, a órgãos públicos. Esses documentos, em sua grande maioria, Certificados de conclusão de ensino médio, superior e de qualificação, são utilizados para comprovar escolaridade ou para justificar alguma graduação exigida para o cargo público.

Sidrolândia tem dois casos bem clássicos nesse sentido, em um houve a apresentação de Certificado de conclusão de ensino médio falso, para que uma pessoa pudesse ocupar o cargo de Assessor de imprensa da Câmara Municipal. O outro foram certificados apresentados na prova de títulos para classificação do concurso para suprir vagas a cargos da Prefeitura Municipal.

Ambos os casos estão sendo investigados pelo Ministério Público, mas já existem entendimentos, da justiça, de que as pessoas, que apresentaram esses documentos falsos, devam ser tratadas como vítimas, pois alegam que foram enganadas pela instituição de ensino.

Como entender que uma pessoa busca um site que vende documentos, que não frequenta ou participa de aulas presenciais ou on-line e que não presta exames, possa ser vítima de algum golpe? Na realidade ela é o próprio golpista que se associa a terceiros para burlar a lei, através da fraude da falsificação, tirando vantagem e usurpando a posição de terceiros, melhores qualificados ou classificados.