Policial civil, alvo de operação contra "Máfia do Pix", é afastada em Sidrolândia

14/10/2026 12h09 - Atualizado há 1 hora
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Cristina durante entrega de moção na Câmara Municipal de Sidrolândia em 2017 - Crédito: (Divulgação).

A investigadora Cristina Rosa Gomes de Carvalho foi afastada das funções na Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) após ser presa preventivamente na segunda fase da Operação Dirty Pix, deflagrada em 7 de outubro, em Sidrolândia.

A determinação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (13) e assinada pelo corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Clever José Fante Esteves.

Além do afastamento, Cristina teve os acessos a sistemas e senhas suspensos. As férias também foram interrompidas. A arma, a carteira funcional e outros materiais públicos usados pela policial deverão ser recolhidos.

Lotada na Delegacia de Polícia de Sidrolândia, a investigadora teve a prisão preventiva decretada pela Vara do Juiz de Garantias da Comarca de Campo Grande.

Operação Dirty Pix

A operação é conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia.

A investigação apura um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos envolvendo mais de R$ 18 milhões em convênios da Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pelo hospital de Sidrolândia.

Além da investigadora, foram presos preventivamente o presidente do hospital, Jacob Meeuvis Breure, e o assessor político Júlio César Alves da Silva.

Conforme a investigação, o esquema envolveria fraude em planos de trabalho, superfaturamento na compra de insumos, equipamentos de UTI móvel e obras, além de direcionamento de contratos e repasses de supostas propinas por meio de transferências via Pix.