Gerson Dino licencia Edno e Kennedi para atrair suplentes para o PP

28/02/2020 15h26 - Atualizado há 4 anos

A licença de Edno e Kennedi está sendo vista como uma manobra, de Gerson Dino, para atrair os dois suplentes para o PP

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TONI REIS

O que alguns chamam de "articulação política" e outros de "compra de aliados" deverá levar Ricardo Corneta e Juscelino a ocuparem cadeiras no legislativo Municipal.

Conforme divulgado, em outro site do município, como uma articulação de Gerson Dino, os vereadores Kennedi Forgiarini e Edno Ribas entraram com a solicitação de licença até o final do 1º semestre legislativo de 2020, ou seja, até o dia 30 de junho.

Na vaga de Edno deve assumir Juscelino Pereira, o Juscelino do Quebra Coco, que concorreu pelo PROS e é nome ligado ao ex-prefeito Enelvo Felini.

Já com relação a cadeira deixada vaga por Kennedi, a questão requer uma manifestação jurídica. O 1º suplente Jová Antunes, ascendente natural da vaga está preso, acusado de tráfico de entorpecentes, e o Presidente do Legislativo requisitou a manifestação do MP sobre a possibilidade do 2º suplente, Ricardo Alves (Corneta), assumir a cadeira.

Na realidade as licenças para tratar de assuntos pessoais vem de encontro a necessidade de acordos políticos pois, segundo muitos entendidos no assunto e conhecedores das artimanhas de Gerson Dino, isso não passa de uma jogada para atrair mais dois nomes, de boa densidade eleitoral, para as garras do Deputado, fazendo com que os dois troquem seus partidos pelo PP, assegurando mais votos para eleger novamente Edno e Kennedi, além dele ter um "poder" maior de barganha no momento de fechar apoio a chapa majoritária.

O que Gerson não leva em conta é sua própria rejeição, principalmente pelo escândalo de sua prisão na "Operação Antivírus", onde é acusado de fraudes em licitações milionárias, no curto período em que foi Diretor do DETRAN MS.

Tem também o desgaste de ter votado a favor do Projeto de Lei Complementar 9/2019, que reduz o salário dos professores convocados e alonga o reajuste dos concursados de 2022 para 2025, sem falar do fato de apoiar, abertamente, o aumento da alíquota do ICMS da gasolina.

Gerson, que foi candidato através de liminar, obteve votação bem inferior a muitos outros candidatos, tendo conseguido uma cadeira na Assembleia graças a uma coligação, montada por ele e que favoreceu seu nome.

Em Sidrolândia sua votação foi um verdadeiro fiasco, principalmente diante do volume de recursos aplicados por ele na campanha eleitoral.

Só o futuro dirá se a ARTICULAÇÃO construída por Dino não vai acabar sendo mal vista pelos eleitores, se tornando um "tiro no pé" dos dois vereadores.

Por TONI REIS