Veja tenta se defender, mas confirma que sua denúncia é uma fake news para eleger Flávio Bolsonaro e soltar Daniel Vorcaro
Revista deixa claro que participou de uma armação contra o presidente Lula
A revista Veja publicou neste sábado (10) uma resposta à repercussão de sua capa sobre supostos pagamentos de Daniel Vorcaro relacionados a um documentário sobre o presidente Lula. No esclarecimento sobre a fake news, a revista admite que suprimiu a voz do interlocutor do áudio divulgado e afirma que documentos e provas seriam entregues caso a colaboração premiada fosse aceita.
Esses esclarecimentos deixam uma questão central: a existência de uma declaração atribuída ao banqueiro não comprova, por si só, que os pagamentos tenham ocorrido. Ao que tudo indica, Vorcaro foi gravado por seu próprio advogado, para eleger Flávio Bolsonaro e conseguir ser libertado num eventual futuro governo.
Áudio foi editado
Veja justifica a retirada da voz do interlocutor como uma medida para preservar sua fonte. A publicação também afirma, citando uma nota da defesa, que a voz na gravação é de Vorcaro. Essa afirmação sobre a identidade de quem fala não equivale à comprovação das acusações.
Provas prometidas em troca da aceitação da colaboração
Ao responder aos questionamentos sobre a PGR, a revista sustenta que os advogados apresentaram o relato do banqueiro e que ele prometeu entregar documentos e provas se a delação fosse aceita. Segundo Veja, a proposta não foi acolhida pela Procuradoria. A revista também diz que não afirmou que o áudio integrava a delação.
A distinção é relevante: uma promessa de apresentação de provas não pode ser tratada como demonstração de que o suposto financiamento aconteceu.
PF nega depoimento e entrega de material
Na nota divulgada na sexta-feira (9), a Polícia Federal esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na reportagem e tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo descrito.
A PF informou ainda que as propostas de colaboração apresentadas pela defesa foram rejeitadas por não atenderem aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento dos advogados.
O comunicado também confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de providências urgentes sobre a publicação. O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das medidas de polícia judiciária.
Suspeita de operação eleitoral exige apuração
A campanha do presidente Lula nega as acusações e anunciou medidas judiciais contra a revista e Vorcaro. O senador Camilo Santana classificou a reportagem como “mentirosa”.
Segundo reportagem da CBN, o grupo Prerrogativas pediu uma investigação sobre a suspeita de que o banqueiro tenha sido incentivado a apresentar informações falsas em troca de benefícios judiciais. A história é simples. Basicamente, Vorcaro quer eleger Flávio Bolsonaro, com uma acusação falsa, para sair da cadeia.
Redação Brasil 247
