STF de olho em Valdemar, sem mandato e com a chave do cofre
Análise mostra como bloqueio de Dino mira o controle paralelo de Valdemar sobre o Orçamento
No programa do Noblat, o jornalista João Bosco Rabello, do Canal @PortaldoBosco, trouxe uma verdadeira radiografia de bastidor sobre o novo enrosco que colocou Valdemar da Costa Neto na mira da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal.
Ao comentar o recente bloqueio de R$ 119 milhões determinado pelo ministro Flávio Dino, o jornalista puxou o fio do tempo para demonstrar que o escândalo atual nada mais é do que a metástase do antigo “orçamento secreto”, um esquema sistêmico estruturado nos porões de Brasília que sobreviveu trocando de nome e de carimbo técnico nas entrelinhas do poder.
O programa desnudou a engrenagem operada por Mariângela Fialek, a “Tuca”, ex-assessora e braço direito do deputado Arthur Lira. Com uma espécie de procuração informal dos grandes caciques, Tuca transformou-se em uma operadora invisível e superpoderosa, ditando os trâmites de liberação de verbas bilionárias à revelia dos ritos democráticos.
O nó ético e político apontado por João Bosco Rabello é explícito: o esquema escancara como presidentes de legenda sem mandato parlamentar, feito Valdemar, sequestraram o Orçamento da União para cooptar bancadas e hipertrofiar suas próprias siglas com fundos bilionários. Diante de uma nota burocrática do PL, a análise alerta que a criminalidade institucionalizada conta com a velocidade e o esquecimento da sociedade diante da quantidade de informações para continuar operando o balcão de público de negócios.
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