PSB expulsa prefeito que coagiu servidores a votar em Flávio Bolsonaro

12/08/2026 05h15 - Atualizado há 6 horas

Prefeito de Campestre do Maranhão foi acusado de infidelidade partidária após exigir que servidores municipais votassem em Flávio Bolsonaro

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Montagem/Reprodução

Fernando Bermuda, prefeito de Campestre do Maranhão (MA), foi expulso do Partido Socialismo e Liberdade (PSB), após ameaçar demitir servidores municipais que não apoiassem Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais deste ano. A decisão foi divulgada pela sigla na segunda-feira (10/8).

A sigla decidiu expulsar o político após reunião com a direção estadual, realizada no último sábado (8/8). Bermuda, como é conhecido o gestor municipal, foi acusado de cometer “grave infidelidade partidária”.

Na última semana, o Metrópoles revelou que servidores da Prefeitura de Campestre do Maranhão vinham sendo pressionados por Fernando Bermuda a votar em Flávio Bolsonaro (PL) no pleito de outubro. Caso contrário, de acordo com mensagens obtidas pela reportagem, eles seriam demitidos.

Ao ser questionado sobre as ameaças, o prefeito disse que estava apenas expondo seu “ponto de vista sobre a política”. Segundo Bermuda, Campestre do Maranhão pode ser afetada negativamente com uma possível reeleição de Lula como presidente e, por isso, seria obrigado a demitir funcionários públicos, a começar pelos “petistas”.

Na resolução que oficializou a expulsão de Bermuda, o PSB afirmou que o prefeito atuou de forma organizada contra “as diretrizes do partido” — que neste ano forma a coligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) na disputa pela Presidência e vice-presidência do Brasil.

Junio Silva, Álvaro Luiz

METRÓPOLES