No Rio, Lula expõe ligação de Flávio Bolsonaro com milícias
O presidente Lula, ao falar de segurança pública, também criticou as conexões de Flávio Bolsonaro com o ex-chefe do Banco Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva detalhou nesta sexta-feira (18), em entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, os três eixos centrais de sua proposta para combater a criminalidade.
“Sufocar logística e mobilidade”; “retomar territórios” e “fortalecer a capacidade dos municípios”, afirmou Lula, acrescentando que a retomada dos territórios do crime organizado “é a parte mais desafiadora”.
Lula afirmou que seu objetivo é dar “tranquillidade” ao povo do Rio de Janeiro e ao povo brasileiro, e defendeu que as forças policiais têm de atuar fixamente, sem alguma brecha, 24 horas por dia, 365 dias por ano. O presidente também reforçou a importância da aprovação da PEC da Segurança Pública.
Lula também destacou o papel da inteligência no combate ao crime organizado e o fortalecimento do sistema prisional.
“O Rio de Janeiro não merece passar o que passa todo dia”, afirmou Lula, ao criticar as denúncias de corrupção no estado, inclusive envolvendo a família Bolsonaro.
De acordo com o presidente Lula, seu compromisso é “restabelecer o Rio de Janeiro”, com investimentos pesados da Petrobras e na recuperação do setor naval, bem como o acordo de aliviamento da dívida do estado.
“O governador está fazendo um trabalho extraordinário”, afirmou Lula, referindo-se a Ricardo Couto.
“Tem um candidato a presidente que é ligado aos milicianos aqui no Rio de Janeiro”, afirmou Lula, em referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro.
Lula também criticou as conexões de Flávio Bolsonaro com o ex-chefe do Banco Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso por supostas fraudes contra o sistema financeiro nacional. “Está enterrado até o pescoço com essa relação promíscua com o Vorcaro”.
Na entrevista, o presidente Lula também afirmou que irá dobrar o efetivo de policiais federais e de policiais rodoviários federais, prometendo ainda fortalecer a polícia penal.
Leonardo Sobreira
BRASIL 247
