Lindbergh pede à PF que investigue mansão usada por Flávio como QG
O deputado Lindbergh Farias apresentou notícia de fato à PF para investigar mansão de R$ 14,5 milhões comprada por José Vicente Santini
O deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, apresentou notícia de fato à Polícia Federal para apurar a compra de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, adquirida pelo coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), José Vicente Santini.
Segundo narra no pedido, o imóvel, avaliado em R$ 14,5 milhões, teria sido comprado com R$ 4 milhões de entrada e financiamento de R$ 10,5 milhões por meio do Banco de Brasília (BRB), banco público envolvido em investigação sobre fraudes contra o sistema financeiro a partir da tentativa de compra do Banco Master.
A representação de Lindbergh é para que a PF investigue a origem dos recursos, a capacidade financeira real dos compradores, as condições do financiamento e a natureza do uso político do imóvel, que passou a ser usado por Flávio Bolsonaro para reuniões e articulações de campanha.
Segundo narra na notícia de fato, as parcelas iniciais do financiamento seriam de aproximadamente R$ 128 mil mensais, o que exigiria renda estimada em cerca de R$ 429 mil por mês, valor que precisa ser confrontado com a renda declarada e os contratos efetivos de Santini. A denúncia sobre o QG de campanha de Flávio é do Portal ICL.
A peça também pede que a Polícia Federal verifique eventual conexão entre a operação financeira, o Banco Master e Daniel Vorcaro, já que o BRB está no centro das investigações da Operação Compliance Zero e seu ex-presidente foi preso no caso.
“A pergunta é simples: quem pagou, com que dinheiro, por qual caminho financeiro e em benefício de quem? Flávio Bolsonaro precisa explicar se a mansão usada como QG de campanha foi bancada apenas com recursos lícitos de seu coordenador ou se há dinheiro de Vorcaro, do Banco Master ou de estruturas intermediárias nessa operação”, questiona Lindbergh na notícia de fato enviada à PF.
A coluna entrou em contato com a assessoria de Flávio, mas não tinha obtido resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto.
Manoela Alcântara
METRÓPOLES
