Enquanto Bolsonaro mantém domiciliar, Flávio mente de novo sobre o Pix
Noblat destrincha a farsa do Pix de Flávio Bolsonaro para abafar crises e tarifas enquanto o pai entrega as armas
No programa do Noblat, a análise política desconstrói o jogo de cena do clã Bolsonaro ao apontar a mentira deslavada de Flávio Bolsonaro sobre a “paternidade do Pix”.
Em um discurso inflamado no Rio de Janeiro, o senador bradou que o sistema de pagamentos foi uma criação do governo de seu pai e chegou a anunciar uma (a sétima) cruzada internacional, prometendo ir aos Estados Unidos para “defender o Pix” brasileiro. No entanto, a leitura de bastidor revela que a fixação nessa farsa econômica funciona como uma cortina de fumaça.
O objetivo real do 01 é tentar desviar o foco de uma pauta indigesta e apagar uma contradição de sua campanha: as antigas e desconfortáveis declarações de apoio da ala bolsonarista à imposição de tarifas comerciais.
A distorção factual de Flávio cai por terra diante da história institucional. O Pix foi integralmente concebido e regulamentado pelo corpo técnico do Banco Central, em um processo que começou muito antes do governo passado. Para a análise do programa, o malabarismo do senador com a pauta econômica é uma tentativa desesperada de mascarar o isolamento do clã, enquanto a oposição amarga a melancólica realidade de Jair Bolsonaro.
Longe dos palanques, a situação jurídica do patriarca também ferve. O ex-presidente teve sua prisão domiciliar humanitária mantida pelo ministro Alexandre de Moraes, seguindo o parecer da PGR. A decisão, contudo, veio acompanhada de um revés: Moraes determinou que a defesa entregue à Polícia Federal todas as armas registradas em nome de Bolsonaro, no prazo de 48 horas, e revogou sumariamente seu porte e seu registro de CAC.
Para o programa, o episódio de manter um revólver “ao lado da cama” em plena reclusão beira o absurdo e escancara uma total falta de compostura. Sob o monitoramento da tornozeleira eletrônica e ciente de que qualquer novo deslize o mandará direto para o regime fechado, Bolsonaro assiste ao derretimento de seu grupo.
É o pânico do cárcere definitivo que dita o pragmatismo de sobrevivência do clã: a escolha de Flávio como herdeiro prioritário pelo pai não passa de um cálculo desesperado para tentar manter o controle do partido pelo “sangue” e tentar garantir uma blindagem institucional futura para o patriarca.
Da Redação
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