Diretor do Paraná Pesquisas alega que Bolsonaro era quem indicava os nome

29/08/2025 05h00 - Atualizado há 8 horas

Eduardo nega que Bolsonaro tenha pedido para tirar filhos de pesquisas

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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

Mesmo impedido de entrar em contato com Jair Bolsonaro por determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF), Eduardo Bolsonaro negou que o ex-presidente tenha pedido para que os nomes dos filhos não fossem incluídos em pesquisas de intenção de voto. Segundo o deputado, a informação foi passada por familiares.

“Estou proibido de falar com meu pai, mas, em conversa com um familiar, o que foi dito é que Jair Bolsonaro não comentou nada sobre ordem para retirar Eduardo ou Flávio das pesquisas”, escreveu o parlamentar em suas redes sociais.

Para Eduardo Bolsonaro, não havia motivo para Jair Bolsonaro fazer esse pedido, divulgado pelo diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

“Convenhamos, isso não faz o menor sentido. Por que meu pai decidiria tirar nossos nomes? Por que ele optaria por nos enfraquecer politicamente? Não faz qualquer sentido”, disse o deputado.

Segundo Hidalgo, o instituto nunca recebeu orientação do PL para incluir os nomes de Flávio e Eduardo Bolsonaro. O pedido para que eles não fossem citados, de acordo com o diretor do Paraná Pesquisas, foi feito por Bolsonaro poucos dias antes da decretação de sua prisão domiciliar.

Indicações de Bolsonaro

Hidalgo alegou ainda que os nomes incluídos nas pesquisas contratadas pelo PL eram indicados pelo próprio Bolsonaro e que, após a prisão domiciliar, os nomes foram mantidos. “Todas as pesquisas que a gente vinha fazendo, algumas contratadas pelo PL e outras não, mesmo as contratadas pelo PL, nunca foi solicitado colocar o Flávio e o Eduardo”, disse.

“Não é uma decisão do Valdemar da Costa Neto. Para as pesquisas presidenciais contratadas pelo PL, antes de eu estar impedido de ter acesso ao Jair Bolsonaro, a gente se reunia com o Bolsonaro para definir os nomes dos candidatos. E quem passava os nomes que entravam nas pesquisas do PL era Jair Bolsonaro”, afirmou Hidalgo.

“Naquele momento [dias antes do decreto de prisão domiciliar], ele não considerava apropriado incluir os nomes dos filhos. Tanto que Flávio e Eduardo sabiam disso. Eu mantive os nomes que ele passou na última vez”, relatou.

Petrônio Viana

METRÓPOLES