Dark Horse: PF analisa representação contra Flávio Bolsonaro

28/05/2026 05h01 - Atualizado há 5 horas

Material será enviado à PGR após análise preliminar da PF e caso poderá ficar sob relatoria do ministro André Mendonça no STF

Cb image default
Geraldo Magela/Agência Senado

A Polícia Federal (PF) recebeu, nessa terça-feira (26/5), mais uma representação envolvendo o senador pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de mensagens e negociações atribuídas a ele e a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

A coluna apurou que parlamentares acionaram a PF solicitando que o político seja submetido a uma investigação minuciosa.

O material recebido será analisado por investigadores e, posteriormente, encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá avaliar se os valores citados têm, de fato, relação com o Banco Master.

Caso a ligação seja confirmada, o caso ficará sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas investigações relacionadas às supostas fraudes envolvendo a instituição financeira.

Vorcaro financiou Dark Horse

Diálogos divulgados revelam que Vorcaro pagou aproximadamente R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma das conversas sobre o assunto teria ocorrido entre os dois em 16 de novembro de 2025, um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero.

Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações.

Na semana passada, o próprio Flávio confirmou que se reuniu com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025, para “botar um ponto final na questão” do financiamento do filme. À época, o banqueiro usava tornozeleira eletrônica.

“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco” , afirmou na ocasião.

Letícia Guedes, Giovanna Sfalsin

METRÓPOLES