CHORA BONEQUINHA: Flávio, que agora pede anulação da eleição, prometeu aceitar o resultado

26/10/2026 00h40 - Atualizado há 1 hora

Senador disse que vai usar ampliação do horário de votação para pedir anulação. Campanha, no entanto, solicitou mais 2 horas em 5 estados

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Reprodução Metrópoles

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (25/10), após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não reconhecerá o resultado da eleição.

A declaração contraria o compromisso assumido por ele próprio durante a campanha de respeitar o desfecho da disputa, mesmo se perdesse.

“Vou disputar as eleições com as regras que estão aí. Independentemente de qual for o resultado, vou respeitar”, disse em 16 de outubro, durante uma sabatina da TV Globo.

Neste domingo, Flávio usou como justificativa para rejeitar o resultado a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ampliar o horário de votação até as 19h em todo o país. O encerramento estava previsto para as 17h.

“Nós vamos usar o nosso jurídico para pedir a anulação dessas eleições”, afirmou após a divulgação do resultado. O senador disse considerar “impossível” reconhecer a eleição nas condições em que a votação ocorreu.

Apesar do argumento, a própria campanha de Flávio também havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que eleitores de municípios de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul tivessem duas horas a mais para votar. O horário pretendido era o mesmo autorizado por Zanin: 19h.

Para justificar a solicitação, a equipe de Flávio apontou chuvas, alagamentos e bloqueios de estradas que dificultavam a chegada de eleitores às urnas. Foram duas ações para estender o período da votação em cinco estados, além de atrasar a divulgação dos resultados para depois das 19h. A decisão de Zanin estendeu, porém, a votação em todo o território nacional.

O compromisso de aceitar o resultado já havia sido apresentado por Flávio antes do segundo turno. Em 2 de agosto, durante o programa Canal Livre, da BandNews, ele foi questionado sobre o assunto e respondeu: “Eu vou aceitar, vou concorrer com essas regras”.

Naquela entrevista, disse acreditar que o TSE seria imparcial e conduziria uma eleição com segurança e transparência.

Flávio havia terminado o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. A vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos foi revertida na votação decisiva. Nos dados das 22h03, Lula somava 64,2 milhões de votos, ou 51,78%, ante 59,8 milhões do senador, com 48,22%.

Kevin Lima

METRÓPOLES