Bolsonarista corta garganta da namorada após ela comemorar reeleição de Lula
Clara Thaís foi atingida por quatro golpes de faca na região do pescoço. Eduardo Ronald foi preso, e ela segue internada
Uma jovem de 18 anos, identificada como Clara Thaís Silva Maia (foto em destaque), teve a garganta cortada pelo próprio namorado, em Umarizal (RN), após comemorar a reeleição do atual presidente Lula (PT), no último domingo (25/10). O suspeito, Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos, foi preso, e a vítima segue internada.
A coluna apurou que a jovem foi atingida por pelo menos quatro golpes de faca após Eduardo se revoltar com a derrota de seu candidato, Flávio Bolsonaro (PL), e com a reeleição do atual presidente Lula (PT). Ela estava na residência do suspeito no momento do crime.
A jovem foi socorrida e levada a um hospital, onde foi submetida a cirurgia. Os golpes atingiram a região do pescoço e da traqueia de Clara, que teve de ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma unidade de saúde de Mossoró.
Apesar da gravidade das lesões, ela tem apresentado melhora no quadro de saúde e foi extubada nessa quinta-feira (28/10).
Eduardo Ronald passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
À coluna, a advogada de Clara, Helena Belmont, informou que a jovem apresenta quadro clínico estável, já respira sem a ajuda de aparelhos e conseguiu andar alguns passos.
Segundo Helena, o relatório policial aponta que Eduardo confirmou verbalmente aos policiais que atenderam à ocorrência ter golpeado a namorada com uma faca.
“A equipe policial ao chegar no local do crime encontrou a jovem jogada no chão, todo ambiente coberto de sangue e uma faca próxima ao seu corpo”, descreveu.
Ela alertou que a violência contra a mulher não pode ser escondida nem naturalizada. “É necessário dar visibilidade aos episódios de agressão, identificar os investigados com responsabilidade e cobrar respostas efetivas das instituições; reafirmamos nosso compromisso com a busca pela Justiça, com a proteção de Clara e com o respeito à sua recuperação.”
Letícia Guedes
METRÓPOLES
