Azambuja pedirá a Bolsonaro mais segurança na fronteira

30/10/2018 00h00 - Atualizado há 4 anos
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Divulgação

Governador chama a atenção para a necessidade de um efetivo envolvimento da União

Um dia após garantir a reeleição, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), voltou a afirmar que a segurança nas regiões de fronteira depende de auxílio do governo federal. As fronteiras com a Bolívia e Paragua, pelo Mato Grosso do Sul, são as principais portas de entrada da cocaína e maconha consumidas nos grandes centros brasileiros, especialmente o Rio de Janeiro e São Paulo, e passagem para o tráfico ao exterior. Por essas áreas também passam o contrabando e o tráfico de armas que alimentam o crime organizado nos morros cariocas.

O governador garantiu que já entregou um programa de segurança ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), solicitando  o devido apoio, e disse que os dois devem discutir o assunto em reunião já na semana que vem. “Eu tenho um programa que entreguei para a Dilma e entreguei para o Temer. Nós já mandamos para o Bolsonaro, o Onyx (Lorenzoni) ligou para a gente ter uma reunião na semana que vem e discutir um pouco segurança de fronteira. Nessa discussão eu vou levar para o presidente Bolsonaro qual a nossa opinião. Já que ele sinalizou a parceria”, afirmou o governador reeleito, em entrevista exclusiva ao Correio do Estado.

Conforme Azambuja, o objetivo principal do governo é unificar a inteligência da segurança de fronteira, para que haja uma integração entre as forças . “O que eu acho? Acho interessante unificar a inteligência de fronteira, forças de tropas federais, não tem jeito, não vamos conseguir fazer segurança de fronteira sem força federal. Com quem? Com Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária, não sei, com Guarda Nacional. Agora, eles (Governo Federal) precisam fortalecer. Terminar o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento da Fronteira) ajuda muito, porque ele era um sistema integrado de vigilância de fronteira, então é muito importante. Acho que essa pauta é prioritária para o Estado”, explicou.

Foto: Arquivo / Correio do Estado

* Leia a reportagem, de Luana Rodrigues e Yarima Mecchi, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.