Vizinho mata pedreiro com tiro na cabeça em briga por dívida

09/02/2026 10h39 - Atualizado há 7 horas

Companheira do pedreiro ouviu o suspeito afirmar que mataria a vítima

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(Reprodução: Elias Ramos, Cenário MS)

Ricardo Antônio da Silva, de 47 anos, foi assassinado com um tiro na região da cabeça em Santa Rita do Pardo, a 228 quilômetros de Campo Grande, no fim da tarde de domingo (8). O suspeito é o vizinho, de 60 anos, que foi preso poucas horas após o crime.

À polícia, a companheira de Ricardo relatou que estava na cozinha de casa quando ouviu uma discussão entre a vítima e o vizinho. O pedreiro e o suspeito moravam em quitinetes no mesmo terreno, na Rua Nicanor Gregório de Lima.

Segundo publicado pelo site local Cenário MS, a companheira do pedreiro ouviu o suspeito afirmar que mataria a vítima. Em seguida, a testemunha ouviu o barulho de tiro, saiu para ver o que havia acontecido e se deparou com Ricardo ferido e apresentando bastante sangramento. A mulher passou mal e precisou ser encaminhada ao hospital.

A PM (Polícia Militar) e a Polícia Civil, junto das equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) e da Perícia, foram acionadas. Ao chegarem ao local, os policiais se depararam com o pedreiro, sem vida, sentado em uma cadeira, na varanda de sua casa.

Prisão

No local, a polícia apurou que desavenças financeiras entre vizinhos teriam motivado o assassinato. Com a identificação do suspeito, os policiais encontraram uma espingarda adaptada para calibre .22 — com cápsula deflagrada na câmara — escondida dentro de um guarda-roupa na casa dele.

Em buscas pelo suspeito, a equipe policial o encontrou escondido na residência de um conhecido, na Rua José da Costa Lima. Ele foi preso em flagrante pelo homicídio.

Ainda durante as diligências da polícia, foi apurado que o pedreiro e o suspeito enfrentavam problemas com dependência química ou de álcool.

Ricardo era natural de Dracena (SP) e completaria 48 anos no próximo dia 17 de março, conforme a imprensa local. O corpo dele e a arma apreendida foram encaminhados ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Bataguassu.

Lívia Bezerra

MIDIAMAX