Tiago, que tinha deficiência intelectual, teria sido assassinado por furtar caixa de som
Tiago teria subtraído uma caixa de som de um estabelecimento comercial
Tiago Machado da Silva, de 37 anos, foi morto, e o corpo enterrado ao lado de um açude, em Aral Moreira, cidade a 387 quilômetros de Campo Grande; o motivo teria sido por ter furtado uma caixa de som. Ele desapareceu no último dia 11 de janeiro e o seu corpo foi encontrado dez dias depois.
A família dele conta que Tiago tinha deficiência intelectual, fazia uso frequente de bebidas alcoólicas e costumava andar pelas ruas da cidade, mas sempre retornava para casa. Porém, ele desapareceu. Nenhum dos suspeitos foi preso, pois, segundo a polícia, todos estão cooperando com as investigações.
De acordo com a Polícia Civil, Tiago foi visto no último dia 11, acompanhado do principal suspeito. Ele teria dado carona à vítima, que não foi mais vista desde então. O suspeito disse que apenas ofereceu a carona a pedido de Tiago, com destino a uma fazenda da região, publicou o Dourados News. Posteriormente, a namorada dele também foi ouvida e apresentou versão semelhante, o que levantou suspeita de possível acordo entre ambos para alinhamento dos depoimentos.
No dia anterior ao desaparecimento, Tiago teria subtraído uma caixa de som de um estabelecimento comercial pertencente à namorada do investigado, o que passou a indicar possível vingança ou retaliação como motivação do crime.
Na segunda-feira (19), a equipe esteve no distrito de Bocajá e iniciou diligências em campo, ouvindo testemunhas e confirmando que o desaparecido havia, de fato, furtado a caixa de som no fim de semana em que sumiu.
Durante as investigações, a polícia chegou a dois indivíduos que trabalhavam em fazendas na região, sendo um deles o namorado da proprietária da conveniência de onde a caixa de som teria sido furtada. Conforme o delegado Lucas Veppo, foi constatado que a caminhonete de um dos suspeitos se deslocou até Amambai, local que pode ter servido como ponto de apoio após o crime.
Um dos envolvidos confessou que esteve presente no momento em que Tiago foi induzido a entrar na caminhonete e levado até Amambai. No município, os investigadores apuraram que os suspeitos seguiram por uma estrada vicinal, desceram do veículo e executaram a vítima com três tiros, sendo dois na cabeça e um no peito.
O corpo foi jogado em uma vala e coberto com uma caçamba de areia, em Aral Moreira. Quando localizado, já estava em avançado estado de decomposição. Equipes da perícia de Ponta Porã e do Corpo de Bombeiros atuaram na ocorrência. Um dos investigados se apresentou espontaneamente na delegacia de Ponta Porã e confessou parcialmente os fatos.
De acordo com a Polícia Civil, informações atuais apontam que o crime pode ter sido praticado por motivo fútil, relacionado ao furto da caixa de som. Na ação foi utilizada uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito. As armas e a caminhonete foram apreendidas e passarão por perícia.
As investigações continuam para ouvir novas testemunhas, esclarecer detalhes e confirmar definitivamente a motivação do crime. Informações indicam que os envolvidos teriam oferecido bebida alcoólica à vítima, o que pode caracterizar uma emboscada.
De acordo com informações policiais, o segundo suspeito afirma que não sabia da intenção criminosa do principal envolvido. Já uma terceira suspeita é a namorada deste, havendo indícios de que ela possa ter influenciado ou induzido o companheiro a cometer o crime, embora o relacionamento entre eles fosse recente.
Até o momento, não houve prisão, uma vez que não houve flagrante e os suspeitos têm colaborado com as investigações. A delegada Gabriela Vanoni ressaltou, no entanto, que isso não impede que eles venham a ser presos no decorrer do inquérito, conforme o avanço das apurações.
*Informações do Dourados News.
Diego Alves
MIDIAMAX
