Tiago, que tinha deficiência intelectual, teria sido assassinado por furtar caixa de som

28/01/2026 09h57 - Atualizado há 7 dias

Tiago teria subtraído uma caixa de som de um estabelecimento comercial

Cb image default
Local onde o corpo da vítima foi encontrado. (Crédito: Divulgação)

Tiago Machado da Silva, de 37 anos, foi morto, e o corpo enterrado ao lado de um açude, em Aral Moreira, cidade a 387 quilômetros de Campo Grande; o motivo teria sido por ter furtado uma caixa de som. Ele desapareceu no último dia 11 de janeiro e o seu corpo foi encontrado dez dias depois.

A família dele conta que Tiago tinha deficiência intelectual, fazia uso frequente de bebidas alcoólicas e costumava andar pelas ruas da cidade, mas sempre retornava para casa. Porém, ele desapareceu. Nenhum dos suspeitos foi preso, pois, segundo a polícia, todos estão cooperando com as investigações.

De acordo com a Polícia Civil, Tiago foi visto no último dia 11, acompanhado do principal suspeito. Ele teria dado carona à vítima, que não foi mais vista desde então. O suspeito disse que apenas ofereceu a carona a pedido de Tiago, com destino a uma fazenda da região, publicou o Dourados News. Posteriormente, a namorada dele também foi ouvida e apresentou versão semelhante, o que levantou suspeita de possível acordo entre ambos para alinhamento dos depoimentos.

No dia anterior ao desaparecimento, Tiago teria subtraído uma caixa de som de um estabelecimento comercial pertencente à namorada do investigado, o que passou a indicar possível vingança ou retaliação como motivação do crime.

Na segunda-feira (19), a equipe esteve no distrito de Bocajá e iniciou diligências em campo, ouvindo testemunhas e confirmando que o desaparecido havia, de fato, furtado a caixa de som no fim de semana em que sumiu.

Durante as investigações, a polícia chegou a dois indivíduos que trabalhavam em fazendas na região, sendo um deles o namorado da proprietária da conveniência de onde a caixa de som teria sido furtada. Conforme o delegado Lucas Veppo, foi constatado que a caminhonete de um dos suspeitos se deslocou até Amambai, local que pode ter servido como ponto de apoio após o crime.

Um dos envolvidos confessou que esteve presente no momento em que Tiago foi induzido a entrar na caminhonete e levado até Amambai. No município, os investigadores apuraram que os suspeitos seguiram por uma estrada vicinal, desceram do veículo e executaram a vítima com três tiros, sendo dois na cabeça e um no peito.

O corpo foi jogado em uma vala e coberto com uma caçamba de areia, em Aral Moreira. Quando localizado, já estava em avançado estado de decomposição. Equipes da perícia de Ponta Porã e do Corpo de Bombeiros atuaram na ocorrência. Um dos investigados se apresentou espontaneamente na delegacia de Ponta Porã e confessou parcialmente os fatos.

De acordo com a Polícia Civil, informações atuais apontam que o crime pode ter sido praticado por motivo fútil, relacionado ao furto da caixa de som. Na ação foi utilizada uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito. As armas e a caminhonete foram apreendidas e passarão por perícia.

As investigações continuam para ouvir novas testemunhas, esclarecer detalhes e confirmar definitivamente a motivação do crime. Informações indicam que os envolvidos teriam oferecido bebida alcoólica à vítima, o que pode caracterizar uma emboscada.

De acordo com informações policiais, o segundo suspeito afirma que não sabia da intenção criminosa do principal envolvido. Já uma terceira suspeita é a namorada deste, havendo indícios de que ela possa ter influenciado ou induzido o companheiro a cometer o crime, embora o relacionamento entre eles fosse recente.

Até o momento, não houve prisão, uma vez que não houve flagrante e os suspeitos têm colaborado com as investigações. A delegada Gabriela Vanoni ressaltou, no entanto, que isso não impede que eles venham a ser presos no decorrer do inquérito, conforme o avanço das apurações.

*Informações do Dourados News.

Diego Alves

MIDIAMAX