‘Sequestro’ de bebê seria pagamento de dívida de facção do pai

08/08/2026 10h28 - Atualizado há 1 hora

O caso continua sendo investigado pela polícia; criança ainda não foi encontrada

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Caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. (Foto: Nathalia Alcântara, Arquivo/Midiamax)

A versão inicial apresentada pela família de que a recém-nascida, de 28 dias, foi sequestrada na madrugada desta sexta-feira (7), em Campo Grande, pode apresentar contradições. Agora, a polícia investiga se, na verdade, a criança não foi entregue para quitar o pagamento de dívidas do pai faccionado.

O caso ganhou repercussão na manhã desta sexta-feira, após familiares da recém-nascida comunicarem o seu desaparecimento como um suposto sequestro. A mãe, uma adolescente de 17 anos, teria sido dopada ao ir à casa da então sequestradora em busca de serviço.

Na ocasião, a família da menor relatou que a sequestradora teria se aproximado da adolescente durante a gestação e se oferecido para fazer de graça um book de fotos da bebê.

“Ela conheceu essa moça por um grupo de doação, quando estava na reta final da gravidez, e, por volta dos oito para nove meses de gestação, essa moça falava que ia doar roupa para ela, dar carrinho e um book de fotos. Aí ela aceitou”, contou a familiar.

A mulher já havia ido à casa da adolescente para levar roupas de criança para a recém-nascida. Já na tarde de quinta-feira (6), a suspeita chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses em sua casa.

“Aí essa moça falou para ela que ia pagar R$ 100 para ela cuidar da filha de seis meses dela [suspeita], e disse que ela podia levar a recém-nascida junto”, explicou a familiar da mãe da bebê.

A vítima então foi até o local, junto da irmã, de 13 anos, em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar ao imóvel, a vítima pediu um copo de água, momento em que a suspeita levou a adolescente de 13 anos para os fundos da casa.

Com isso, um homem, que já estava na residência, teria aparecido e pressionado um pano no rosto da adolescente, fazendo-a desmaiar. Em seguida, trancou a vítima dentro do banheiro e a amarrou. Já a irmã da adolescente teria sido trancada no quarto, junto da recém-nascida.

As adolescentes teriam ficado presas no imóvel até de madrugada, momento em que os suspeitos as libertaram, sem a recém-nascida, e deixaram as duas próximas a uma área de mata na Avenida Guaicurus, na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário.

O tal sequestro está mobilizando diversas equipes policiais. No entanto, após o relato da mãe e da tia da criança, ambas teriam confessado que não houve sequestro, mas sim que a bebê teria sido entregue para uma mulher como pagamento de dívidas do pai da menor, que seria faccionado.

Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, a Polícia Civil continua na busca pela criança e tenta identificar os demais envolvidos.

Layane Costa

MIDIAMAX