Mulher que matou homem queimado em Dourados teria ateado fogo em gestante

23/05/2026 09h27 - Atualizado há 4 horas

A vítima procurou a delegacia nesta sexta após ficar internada por quase um mês

Cb image default
Ocorrência mobilizou Corpo de Bombeiros. (Reprodução, Sidnei Bronka)

Uma mulher grávida de oito meses denunciou ter sido vítima da mesma suspeita de matar um homem ao atear fogo no banheiro de um bar no Jardim Itália, em Dourados, município distante 220 quilômetros de Campo Grande.

A gestante, de 25 anos, procurou a polícia nesta sexta-feira (22) e disse que o crime aconteceu no dia 19 de abril. Na delegacia, ela contou que sofreu queimaduras graves e ficou internada após ter acetona jogada sobre o corpo e, em seguida, ter sido incendiada.

Segundo a polícia, a vítima identificou a suposta autora como a mesma mulher envolvida no crime registrado nesta semana, que acabou deixando um homem morto.

Conforme o boletim de ocorrência, a gestante explicou que o crime aconteceu após uma discussão entre as duas. A gestante sofreu queimaduras graves no braço direito e nas costas e precisou ser socorrida até uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Devido à gravidade dos ferimentos, ela foi encaminhada para a ala de queimados da Santa Casa.

Ainda conforme o registro policial, a vítima afirmou que não procurou a polícia antes por causa do período de internação. Ela destacou que o ataque colocou em risco tanto a própria vida quanto a do bebê.

Um mês após supostamente atear fogo na gestante, nesta semana, a suspeita incendiou o banheiro de um bar, provocando a morte de um homem. De acordo com o boletim de ocorrência, um vizinho ouviu gritos e saiu de casa para verificar. Logo, ele percebeu que o banheiro do bar estava em chamas e arrombou a porta.

No registro da ocorrência, consta que o vizinho ainda tentou conter as chamas e acionou os bombeiros, mas o homem já estava com o corpo parcialmente carbonizado.

A suspeita foi presa e confessou o crime para a polícia, mas alegou ter sido ‘acidental’. Ambos os casos seguem sendo investigados e foram registrados na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados.

Anna Gomes

MIDIAMAX