Ministério da Justiça emite alerta por desaparecimento de bebê que teria sido sequestrada

08/08/2026 09h47 - Atualizado há 47 minutos

Família é de Campo Grande e denunciou suposto sequestro

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Ayla Emanuelly Pereira de Souza. (Divulgação, Ministério da Justiça e Segurança Pública)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública emitiu um alerta através do portal Amber Alert Brasil sobre o desaparecimento da recém-nascida, de 28 dias, em Campo Grande (MS). Apesar de não ter sido registrada oficialmente, a bebê tem o nome de Ayla Emanuelly Pereira de Souza.

O suposto sequestro ganhou repercussão e ainda está sendo investigado pela Depca (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente). O caso ocorreu entre a tarde de quinta (6) e a madrugada desta sexta-feira (7), na região sul da Capital.

As informações sobre o suposto sequestro ainda não foram oficialmente confirmadas. A mãe, uma adolescente de 17 anos, relata que teria sido dopada ao ir à casa da então sequestradora em busca de serviço, junto da irmã, de 12 anos.

Durante a madrugada, a mulher teria ficado com a criança, enquanto a mãe e a tia da bebê foram deixadas em um local ermo nas proximidades da Avenida Guaicurus com a Gury Marques, na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento Médico) do Universitário.

Um cartaz de desaparecimento foi emitido oficialmente pelo site da Amber Alert Brasil. O programa é um sistema de alerta urgente estabelecido nos Estados Unidos, mas também adotado no Brasil, ativado em casos de rapto ou sequestro de crianças.

O sistema fica responsável por disparar publicações nas plataformas da Meta para anunciar a descrição da criança, além da descrição de qualquer indivíduo suspeito de envolvimento no crime. O alerta alcança um raio de até 160 km do local do fato.

Segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, a PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) teria comunicado o Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o desaparecimento. Qualquer informação sobre o paradeiro de Ayla deve ser repassada no (67) 3323-2508.

Caso

De acordo com a família da adolescente, a suspeita teria se aproximado da mãe durante a gestação e se oferecido para fazer um book de fotos da recém-nascida de graça. “Ela conheceu essa moça por um grupo de doação, quando ela estava na reta final da gravidez, e, por volta dos oito para nove meses de gestação, essa moça falava que ia doar roupa para ela, dar carrinho e um book de fotos. Aí ela aceitou”, contou a familiar.

A mulher já havia ido à casa da adolescente para levar roupas de criança para a recém-nascida. Já na tarde de quinta-feira (6), a suspeita chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses em sua casa.

“Aí essa moça falou para ela que ia pagar R$ 100 para ela cuidar da filha de seis meses dela [suspeita], que ela podia levar a recém-nascida junto”, explicou a familiar da mãe da bebê.

A vítima então foi até o local, junto da irmã, de 12 anos, em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar ao imóvel, a vítima pediu um copo de água, momento em que a suspeita levou a adolescente de 12 anos para os fundos de casa.

Com isso, um homem, que já estava na residência, teria aparecido e pressionado um pano no rosto da mãe, fazendo-a desmaiar. Em seguida, trancou a vítima dentro do banheiro e a amarrou. Já a irmã da adolescente teria sido trancada no quarto, junto da recém-nascida.

As adolescentes teriam ficado presas no imóvel até de madrugada, momento em que os suspeitos as libertaram, sem a recém-nascida, e deixaram as duas próximas a uma área de mata na Avenida Guaicurus, na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário.

O celular da vítima também foi levado pelos criminosos.

Layane Costa

MIDIAMAX