Justiça mantém prisão de enteados que mataram padrasto a cadeiradas
Irmão mais velho negou o crime e disse que chegou à casa e encontrou o padrasto já machucado
Os enteados, de 29 e 39 anos, suspeitos de assassinarem Nelson Oguino, de 74 anos, no último sábado (13), em Aquidauana, ficarão presos. É o que decidiu o juiz Alysson Kneip Duque, durante audiência de custódia nesta segunda-feira (15). O mais velho negou o crime e atribuiu a culpa ao mais novo, dizendo, inclusive, que chegou depois na residência e encontrou o idoso machucado.
Os irmãos confessaram à polícia militar, durante o momento da prisão em flagrante, terem matado o padrasto porque o idoso disse que não os queria na casa.
O registro policial aponta que a equipe da Força Tática encontrou os suspeitos deitados em uma calçada com vestígios de sangue. A dupla contou que foi até a casa da mãe, mas Nelson quem os atendeu e os expulsou do local.
O irmão mais velho segurou a vítima, enquanto o mais novo desferiu diversas cadeiradas no idoso. O primogênito afirma, ainda, que tentou conter o outro, mas o irmão se desvencilhou, pegou um dos pedaços da cadeira de madeira e continuou as agressões, atingindo a cabeça de Nelson. Depois, desferiram socos e chutes no padrasto.
Os dois fugiram do local e foi a mãe deles, esposa de Nelson, quem encontrou o idoso. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e Nelson, encaminhado para o pronto-socorro. Ele seria transferido para a Santa Casa de Campo Grande em estado grave.
Por volta das 09h25 do domingo (14), a esposa da vítima comunicou à polícia o falecimento do marido.
O irmão mais novo ficou em silêncio durante o depoimento à Polícia Civil, enquanto o mais velho negou as agressões. Ele disse que quem agrediu o idoso foi o mais novo e, quando chegou na casa, encontrou Nelson já machucado.
Victória Bissaco
MIDIAMAX