Filhas morreram ao lado do pai meses após perderem mãe e avós
A morte de Antônio Pedro Zardin Filho, de 42 anos, e das filhas, Maria Fernanda, de 15, e Maria Carolina, de 11, representa mais um duro golpe para uma família que, desde o início de 2025, vem enfrentando uma sequência de perdas.
O acidente aconteceu na última segunda-feira, dia 07 de setembro, no km 626 da rodovia BR-163, próximo à cidade de São Gabriel do Oeste, na região Norte de Mato Grosso do Sul. A cadelinha da família, Lola, também estava no veículo e morreu na colisão. As causas do acidente estão sendo investigadas.
Pai e filhas haviam saído de Sinop, nbo Mato Grosso, com destino a Campo Grande, onde participariam do velório do avô das adolescentes, Arcenio Marcionilio Machinski. A família, porém, recebeu a notícia da tragédia enquanto a cerimônia de despedida acontecia.
Sequência de perdas
A sequência de perdas começou em 1º de janeiro de 2025, quando Mirna Maria Fleitas, mãe de Antônio, morreu após sofrer um infarto. Na época, ela ajudava a cuidar de Cristina Machinski, esposa de Antônio e mãe das meninas.
Cinco dias depois, em 6 de janeiro, Cristina também morreu, deixando Antônio e as duas filhas. Ela era filha de Arcenio, que faleceu recentemente e cujo velório motivou a viagem que terminou de forma trágica.
Tentativa de recomeço
De acordo com Laura Freitas, prima de Antônio, ele e as filhas eram de Campo Grande e haviam se mudado para Sinop cerca de oito meses antes do acidente. Segundo ela, a mudança ocorreu na tentativa de reconstruir a vida após a morte de Cristina.
A viagem para Mato Grosso do Sul tinha como objetivo justamente acompanhar a despedida de Arcenio, mas acabou intensificando o momento de luto da família.
O carro em que as vítimas estavam bateu de frente com uma carreta. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda estão sendo investigadas.
O motorista da carreta, de 47 anos, sofreu ferimentos leves e foi encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. Ele foi submetido ao teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para a ingestão de álcool.
Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a carreta, com placas de Tijucas, Santa Catarina, seguia no sentido São Gabriel do Oeste–Rio Verde de Mato Grosso no momento da colisão.
Ainda de acordo com Laura Freitas, prima de Antônio, ele havia parado em Sonora para dormir durante a viagem. Na ocasião, relatou aos familiares que a caminhonete apresentava problemas mecânicos.
Antônio também teria informado que seguiria mais devagar pela rodovia na segunda-feira, justamente porque o veículo não estava respondendo como deveria.
A Perícia Científica informou, por meio de nota, que os vestígios relacionados à ocorrência foram levantados e permanecem sob análise. Conforme o órgão, os resultados e as conclusões dos exames serão apresentados em laudo pericial.
Despedida marcada por comoção
O velório de Antônio e das filhas ocorreu na terça-feira (8), em Bela Vista. Lola, a cadelinha da família que também morreu no acidente, foi velada junto aos familiares, em um caixão preparado especialmente para a despedida.
A cerimônia terminou nesta quarta-feira (9), com um cortejo pelas ruas da cidade. Imagens registraram uma longa fila de veículos acompanhando o trajeto, em uma demonstração de solidariedade à família.
G1
