Filha tentou ajudar taxista a fugir após ele esfaquear mulher no pescoço

05/01/2026 11h03 - Atualizado há 1 dia

Lesões indicam que a vítima tentou se defender do taxista durante as agressões

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Tentativa de feminicídio aconteceu em Ribas do Rio Pardo, mas o taxista foi preso em Água Clara após um cerco policial, no domingo. (Foto: Reprodução, Polícia Civil)

O taxista, de 61 anos, que esfaqueou uma mulher, de 44, em Ribas do Rio Pardo, a 86 quilômetros de Campo Grande, teve a ajuda da filha para tentar fugir da polícia no domingo (4). Ele foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio e a vítima está em estado grave na Santa Casa da Capital.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher sofreu várias lesões, pois apresentava ferimentos na palma da mão e cortes de diversos tamanhos no rosto, na garganta e na região da clavícula. Ela foi socorrida e encaminhada em estado grave ao hospital de Ribas do Rio Pardo, onde precisou ser entubada e encaminhada em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande.

A PM (Polícia Militar) foi acionada e tomou conhecimento de que o autor, conhecido como “Passarinho”, teria fugido em seu carro Fiat Cronos pela BR-262, sentido Campo Grande. Ele estava sendo levado pela filha, de 35 anos, em direção ao município de Água Clara.

Na ocasião, foi montado um cerco policial para a prisão do taxista e ele foi encontrado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), com apoio do SIG (Setor de Investigações Gerais) no trajeto RRP, em Água Clara. A faca usada no crime, cuja lâmina era de aproximadamente 25cm, foi apreendida.

‘Estava muito no meu pé’, teria alegado o taxista sobre a vítima

À polícia, o taxista disse que ele e a mulher estavam embriagados, pois haviam passado a noite ingerindo bebidas alcoólicas, e brigaram na manhã de domingo (4). Ele alegou que tinha um relacionamento casual com a vítima, pois seria uma “ficante”, que era insistente, conforme o registro policial. “Estava muito no meu pé”, teria dito o taxista sobre a vítima.

Após a prisão, o taxista foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil em Ribas do Rio Pardo, e seu carro liberado. Na unidade policial, foi constatado que não havia registro de boletim de ocorrência ou medida protetiva em favor da vítima contra o taxista. Também não foram encontrados antecedentes relacionados a crimes de violência doméstica ou familiar em desfavor dele.

Lívia Bezerra

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