Criança de 2 anos sofre convulsões após beber meia garrafa de catuaba

09/02/2026 10h44 - Atualizado há 7 horas

Menina apresentou sonolência após bebida, foi colocada para dormir e caiu da cama

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O caso foi registrado na Depac-Cepol. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Uma criança com 2 anos e 10 meses de idade deu entrada em estado grave no posto de saúde do Coophavila II após ingerir meia garrafa de catuaba e cair da cama em que dormia. De acordo com o boletim de ocorrência, a bebida estava no chão da residência, e a mãe não percebeu a movimentação da filha. Não há informações sobre o pai.

A menina apresentou sonolência após beber a catuaba e foi colocada para dormir. Ela caiu da cama e sofreu traumatismo cranioencefálico. Após a queda, a criança apresentou tremores, reviramento ocular e perda de responsividade. Ela foi encaminhada imediatamente à unidade de saúde. Conforme avaliação médica, a criança apresentava intoxicação alcoólica, TCE (traumatismo crânioencefálico) com sinais de alarme, hipoglicemia e crise convulsiva.

O médico que estava de plantão apontou a suspeita de maus-tratos por negligência. A mãe fugiu da unidade de saúde, alegando para a avó materna da criança que iria até em casa buscar documentos. A mulher informou que a mãe da menina seria usuária de drogas e álcool. A casa em que mora seria frequentada por usuários de entorpecentes. A avó também afirmou que o Conselho Tutelar teria sido acionado várias vezes, mas sem providências efetivas.

A avó relatou que a autora estava descalça, com forte odor etílico, falas desconexas, estado alterado, roupas sujas e que havia ingerido bebidas alcoólicas e utilizado drogas. A equipe policial encontrou a mãe em casa, no bairro Lageado.

Ela foi levada até a unidade de saúde para atendimento. A médica relatou que a mulher afirmou ter feito uso de maconha e ingerido bebidas alcoólicas, além de ter se envolvido em briga familiar. Ela apresentava escoriações no braço direito causada por faca, e trauma na perna esquerda, causado por chutes, supostamente por pessoas que frequentam sua residência.

A criança foi encaminhada para a Santa Casa. A avó materna se comprometeu a acompanhar a neta, porém não ficaria com a guarda da criança.

O caso foi registrado na Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário – Centro Integrado de Polícia Especializada).

Thalya Godoy, Thatiana Melo

MIDIAMAX