Com sangue na calça, homem confessa que matou a pedradas

11/08/2026 09h12 - Atualizado há 2 horas
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- Crédito: (Osmar Veiga)

Luiz André Amorim Freitas, apontado como o autor do espancamento que matou Gilmar Francisco Joaquim, de 38 anos, em um beco no bairro Tiradentes, em Campo Grande, confessou à Polícia Civil ter usado uma pedra para golpear a vítima na cabeça. Luiz foi preso no fim da tarde deste domingo, dia 09 de agosto, horas após o crime, e, segundo o boletim de ocorrência, estava com a mesma roupa usada durante as agressões e tinha uma mancha de sangue na calça.

Durante o interrogatório, Luiz afirmou que estava bebendo quando saiu para comprar algo e, ao retornar, encontrou Gilmar e outro homem envolvidos em uma briga. Segundo ele, decidiu intervir e também entrou na agressão. A vítima caiu no chão e, depois que os outros envolvidos deixaram o local, Luiz disse ter visto uma pedra e tê-la usado para atingir Gilmar.

Questionado pelo delegado sobre as agressões, Luiz confirmou ter golpeado a cabeça da vítima várias vezes. "Deve ter sido umas seis ou cinco", disse sobre a quantidade de golpes que deu. Segundo o relato, o outro homem e um adolescente, de 17 anos, que estavam com ele participaram apenas das agressões físicas.

Ainda conforme o interrogatório, depois das agressões, Luiz deixou o local. Ele afirmou ter visto o outro homem que estava com Gilmar caído e que uma pessoa teria passado para ajudar.

Luiz foi localizado por uma equipe do Batalhão de Choque por volta das 17 horas, de domingo, na rua do Pandeiro, no Tiradentes. Conforme o boletim de ocorrência, moradores informaram aos militares que um dos envolvidos estaria no endereço.

Segundo o site Campo Grande News, durante a abordagem, Luiz teria relatado espontaneamente a participação no crime e indicado que a pedra utilizada para atingir Gilmar havia sido jogada em um terreno baldio. A pedra não foi encontrada pelos militares.

O autor foi encontrado pelos policiais com a mesma roupa utilizada no crime e na perna esquerda da calça havia uma mancha de sangue.

Além de Gilmar, um homem, de 34 anos, também foi agredido durante o ataque. Ele conseguiu deixar o beco e pedir ajuda a moradores, sendo posteriormente encaminhado à Santa Casa. Conforme atualização do boletim, o rapaz sofreu diversas lesões no rosto e na cabeça e permanecia internado. No momento do registro, não apresentava condições de falar sobre o que havia ocorrido.

Ficha extensa - Luiz André possui passagens desde a adolescência. Nos registros da Vara da Infância e da Adolescência, aparecem procedimentos por atos infracionais relacionados a tráfico de drogas, furto qualificado, roubo majorado, tentativa de homicídio, dano, contravenção e posse ilegal de arma.

Já adulto, Luiz foi condenado por tráfico de drogas em processo de 2019. A pena, inicialmente fixada em 5 anos e 6 meses, foi reduzida em recurso para 5 anos de reclusão, em regime fechado. Em 2022, voltou a ser preso, desta vez por furto qualificado. A sentença, de junho de 2023, estabeleceu pena de 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão, também em regime fechado. O processo transitou em julgado em setembro daquele ano.

A execução penal aponta pena total de 7 anos, 8 meses e 20 dias. Luiz estava em regime semiaberto e havia obtido livramento condicional em abril de 2025. A previsão de término da pena consta para março de 2027.

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