Campo-grandense preso por feminicídio de miss no RJ é encontrado morto em cela

23/04/2026 09h51 - Atualizado há 8 horas

Em Campo Grande, Endreo já havia sido denunciado no ano passado pela ex-namorada

Cb image default
Endreo Lincoln Ferreira da Cunha. (Reprodução)

O campo-grandense Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 35 anos, foi encontrado morto nesta quarta-feira (22) na cela de uma delegacia do Rio de Janeiro, horas após a sua prisão por suspeita de feminicídio contra a sua atual namorada Ana Luiza Mateus, de 29 anos. Em Campo Grande, o suspeito já teria agredido a ex-namorada em novembro do ano passado.

Na Barra da Tijuca, a modelo e candidata ao Miss Cosmo Brasil 2026, Ana Luiza, de 29 anos, foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira após cair na área de serviço de um prédio. O principal suspeito pela morte era Endreo, preso na ocasião em flagrante por suspeita de feminicídio.

No entanto, na tarde desta quarta-feira, foi encontrado morto no interior da sua cela. Inicialmente, no momento da prisão, ele havia se identificado com o documento em nome do irmão, fato posteriormente confirmado por perícia técnica.

Já em Campo Grande (MS), Endreo estava sendo investigado por agredir e estuprar a ex-namorada em novembro do ano passado. Além disso, havia sido condenado a três anos de prisão em 2014, após tentar matar um policial atropelado.

Agressão em Campo Grande

Na época, a vítima contou ao Jornal Midiamax que recebeu um convite para ir à residência do estudante. Contudo, o que ela jamais imaginaria é que seria agredida e estuprada pelo homem com quem mantinha um relacionamento. “Fui asfixiada com um cinto, além de diversos socos no rosto e na cabeça. Me violentou enquanto eu ainda estava sangrando”, contou a mulher.

Ela só conseguiu sair da residência do agressor na tarde desta terça-feira (28), quando disse que retornaria para os braços dele após atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Tiradentes. “Eu disse que tudo que aconteceu não era culpa dele, que mereci e que havia aprendido a lição. Que eu o amava e que iríamos ficar juntos”, pontuou.

Assim, o agressor concordou em leva-lá até a UPA. Devido à gravidade dos ferimentos, ela foi transferida para a Santa Casa, onde um exame de tomografia constatou fratura na parede medial e posterior da órbita direita, sem necessidade de procedimento cirúrgico, mas que deixou hematomas extremos.

O casal havia engatado um relacionamento em 2024, enquanto a mulher estava trabalhando na empresa do ex-sogro. A história estava se repetindo em mais uma vida: um homem que se apresentava como ‘gentil, disposto e atencioso’, contudo, esses traços logo se perderam, e o primeiro episódio de descontrole emocional surgiu em dezembro do mesmo ano.

“Acreditei que havia encontrado alguém em quem poderia confiar. Ele parecia ser uma boa pessoa, alguém gentil, disposto, atencioso, que demonstrava carinho e cuidado”, contou a vítima.

Não demorou muito para que a mulher conhecesse a verdadeira personalidade do estudante pelo qual havia se apaixonado. “Vieram as explosões, o controle, as ameaças, os ciúmes, e um comportamento cada vez mais agressivo. A violência foi crescendo, foram meses de medo, manipulação e episódios que me deixaram emocionalmente abalada”, lembrou.

Em uma tentativa de sair do relacionamento e se livrar do companheiro, ela decidiu solicitar medidas protetivas, mas passou a ser perseguida. “Começou a me vigiar, me perseguir em locais públicos e também nas redes sociais, invadia minha privacidade, invadiu minhas contas pessoais e me ligava durante as madrugadas para me ofender”, explicou.

*Com informações da CNN Brasil.

Layane Costa

MIDIAMAX