Campo Grande é a Capital com maior inflação registrada em 2020 no País

13/01/2021 08h04 - Atualizado há 4 dias

Aumento nos preços da gasolina, combustíveis e cereais, como o arroz, puxaram a alta na Capital

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Foto: Arquivo

Glaucea Vaccari

Campo Grande é a capital que registrou a maior inflação em 2020 no Brasil, fechando o ano com inflação de 6,85%, superior a registrada no ano anterior, que foi de 4,65% na cidade.

É o que a ponta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE).

Além de ser a maior entre as capitais, a inflação de Campo Grande ficou acima da média do País, que foi de 4,52%.

Todos os grupos apresentaram alta e variação foi influenciada principalmente pelo aumento no preço das carnes, que acumulou aumento de 25,38% no ao passado, e da gasolina, com variação acumulada de 8,65%.

O grupo de alimentação foi o que mais contribuição com a inflação, com índice de 16,72%, onde pesaram as altas, além da carne, do preço de cereais, leguminosas e oleaginosas (58,77%), do qual faz parte o arroz, que teve aumento considerável no ano passado.

No grupo alimentação, apenas leite e derivados registrou queda nos preços, com deflação de -0,67%.

Na sequência, maior inflação é no grupo de transportes, de 6,97%, puxada pelo aumento de combustíveis (7,76%) e gastos com veículo próprio (7,41%). Transporte coletivo teve aumento de 0,03%.

Energia elétrica, com aumento de 11,22%, puxou a inflação no grupo de habitação. No ano passado, a energia elétrica foi reajustada em 6,9% a partir de julho, além da volta da bandeira vermelha no patamar 2 em dezembro, no qual o custo fica, em média, R$ 6,24 mais caro a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Artigos para residência acumularam inflação de 4,31%, vestuário de 2,42%, despesas pessoas de 1,67% e comunicação de 2,28%.

Em ano de pandemia, em que predominou o ensino remoto, os gastos com educação tiveram ligeiro aumento, de 0,03%, com alta no preços de cursos diversos (0,11%), cursos regulares (0,09%) e leitura (4,24%). A baixa nos itens de papelaria, de -11,31%, ajudou a equilibrar a inflação nesta área.

Já os gastos com saúde e cuidados pessoais ficaram 2,35% mais caros no ano, principalmente pelo aumento de serviços médicos e dentários, que aumentou 6,60%, seguido por produtos óticos (3,35%) e planos de saúde (2,39%).

Em dezembro de 2020, a inflação de Campo Grande foi de 1,51%, sendo a sexta maior do País, também acima da média nacional, que fechou o mês em 1,35%.

Em 2019, Campo Grande teve a terceira maior inflação do País.

CORREIO DO ESTADO