Bebê morta após ser atropelada teve alta da Santa Casa mesmo com fraturas, diz família
A criança morreu na Santa Casa de Campo Grande
A bebê Lauren, de apenas um ano e 9 meses, que morreu após suposto atropelamento, estava com uma fratura na costela e foi liberada do hospital antes de passar mal novamente. O caso ocorreu na última quinta-feira (26), no bairro Nova Lima, em Campo Grande.
As informações repassadas para a polícia são de que a criança estava no colo do pai, quando foi atingida por um motociclista, que não teve a identidade revelada, mas seria amigo da família. No momento do acidente, o piloto estaria empinando o veículo.
No entanto, a causa da morte ainda foi divulgada. Conforme o boletim de ocorrência, a mãe da criança relatou que a filha recebeu alta médica no dia seguinte ao acidente, ou seja, na sexta-feira (27). Outro familiar relatou ainda que Lauren deu entrada no hospital à noite e recebeu alta momentos depois.
Contudo, na manhã de sábado (28), voltou a passar mal, apresentando febre alta e vômitos. Assim, a bebê foi encaminhada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino.
Lá, passou por exames e a equipe constatou uma fratura na costela e também uma lesão na cabeça. Com isso, mais uma vez, a criança foi transferida para a Santa Casa, onde não resistiu e morreu na noite de sábado (28).
Negligência
Para a polícia, familiares relataram que o pai da criança — que teria presenciado o acidente — não quis informar o nome do tal amigo, que estaria empinando a moto.
Ainda, familiares relatam suspeita de negligência médica. Isso porque, na visão deles, a criança foi liberada sem as condições de alta médica.
O que diz a Santa Casa?
A reportagem do Jornal Midiamax acionou a Santa Casa de Campo Grande; porém, foi informada de que, devido à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), não seria possível o repasse de informações sobre o paciente em questão.
“A instituição conta com um Núcleo Interno de Segurança e Qualidade, responsável por avaliar os atendimentos realizados e verificar eventuais inconsistências nos processos. Esse núcleo atua de forma técnica e independente, garantindo que os protocolos sejam seguidos e que possíveis falhas sejam identificadas.
É importante destacar que o núcleo não possui caráter deliberativo ou punitivo. Sua função é voltada para a análise e aprimoramento contínuo dos serviços prestados, sempre com foco na segurança do paciente e na qualidade do atendimento.”
Layane Costa, Thatiana Melo
MIDIAMAX
