Abuso sexual contra a filha de 12 anos teria motivado ataque a facadas

07/10/2026 15h43 - Atualizado há 2 horas

O suposto abuso ainda será investigado pela Polícia Civil

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(Foto: Fala Povo)

O homem de 41 anos que foi esfaqueado três vezes, na noite desta terça-feira (6), no Jardim Caiobá, em Campo Grande, teria cometido abuso sexual contra uma menina de 12 anos, filha do autor das agressões. O suposto abuso sexual, que ainda será investigado, teria motivado o ataque.

A vítima foi atingida com três golpes de faca — dois na região abdominal e outro nas costas — e socorrida em estado grave para a Santa Casa, por uma equipe do Corpo de Bombeiros. A tentativa de homicídio ocorreu no cruzamento da Rua Leão Zardo com a Rua Rosa Ferreira Pedro.

Conforme uma testemunha, o autor disse que a vítima teria abusado de sua filha. O pai da menina teria afirmado que pretendia agredir a vítima e teria pedido que a testemunha o acompanhasse até onde o abusador estava.

Ainda segundo essa versão, os dois seguiram até o local em uma motocicleta. Ao encontrar a vítima, o pai da menina desceu com uma faca e desferiu os golpes. Durante o ataque, o autor também se feriu, machucando os dedos da mão.

A testemunha levou o autor até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), no bairro Leblon, para receber atendimento médico. Em seguida, foi para casa e, depois de conversar com a namorada, decidiu se apresentar espontaneamente na sede da 10ª Companhia da Polícia Militar, onde contou sua versão dos fatos.

O autor precisou ser encaminhado à Santa Casa, devido às lesões na mão, e permaneceria na unidade hospitalar sob acompanhamento policial antes de ser apresentado à autoridade responsável pela investigação.

Durante a ocorrência, a polícia recebeu ainda informações de que uma Honda Biz, de cor vermelha, apontada como a motocicleta utilizada no crime, estaria estacionada em frente à residência do suspeito.

O caso será investigado como tentativa de homicídio, e as circunstâncias do ataque, inclusive a acusação envolvendo a adolescente, ainda deverão ser apuradas.

Luciana Brazil, Rodrigo Santos

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