Abordado em barreira do Exército, homem atira no próprio peito
Um homem de 42 anos atentou contra a própria vida após 6 horas de negociação com policiais e bombeiros, nesta quinta-feira, dia 10 de setembro, na rodovia BR-463, no município de Ponta Porã, na região de fronteira com o Paraguai. Ele conduzia um veículo Honda Civic, de cor preta, ano 2018, quando foi parado por uma barreira do Exército Brasileiro no Posto Pacury e se negou a entregar a arma que carregava, uma pistola calibre 9 mm.
A ocorrência durou pelo menos seis horas e envolveu também equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal), do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.
Policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) especializados em resolver situações de crise extrema também foram ao local para negociar com o suspeito. Entretanto, todas as conversas foram em vão e o homem morreu quando era socorrido pelos bombeiros ao hospital de Ponta Porã.
Conforme informações apuradas pelo site Campo Grande News, o caso começou ainda no período da manhã, quando os militares do Exército abordaram o Honda Civic no Posto Pacury. O condutor demonstrava intenso nervosismo. Ele disse aos militares que seria preso porque estava armado e mostrou um canivete.
Os militares pediram que ele saísse do carro para ser revistado. Ao descer do Civic, o homem sacou uma pistola e correu para uma área de vegetação nos fundos do posto fiscal. O Exército acionou as forças policiais para assumir a ocorrência.
De acordo com relatos dos policiais, o homem demonstrava transtorno extremo, pronunciava falas desconexas e o tempo todo tirava e colocava a camiseta. A equipe de negociadores do Bope chegou ao local por volta de meio-dia.
Durante 4 horas de negociação, os policiais chegaram a usar uma arma de choque elétrico para tentar imobilizá-lo, mas o procedimento não surtiu o efeito esperado. Por volta de 16h, o homem foi atingido na região do tórax. Imediatamente, a equipe do Corpo de Bombeiros assumiu o socorro, mas ele não resistiu ao ferimento.
Conforme a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o Honda Civic tem placas de Maricá (RJ) e está registrado em nome do condutor. A polícia investiga o caso e tenta descobrir se o carioca possuía antecedentes criminais. Ele não portava a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Dois celulares encontrados no carro foram apreendidos e serão periciados.
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