Pelo fim da impunidade no trânsito

28/02/2015 00h00 - Atualizado há 1 ano

No feriado de Carnaval, felizmente tivemos uma queda significativa do número de vítimas fatais nas estradas gaúchas. A redução foi de 30%. Desde 2009, não tínhamos índices assim. Mas ainda acho que estamos longe do ideal, pois 16 pessoas perderam suas vidas. Não há o que comemorar quando vidas são perdidas. Teremos motivos para celebrar quando zerarmos essas estatísticas.

E para conseguirmos isso, temos alguns desafios urgentes, como a eliminação dos casos que envolvem o consumo de bebidas alcoólicas e direção. Quase 300 motoristas foram pegos embriagados no feriado. Isso não é admissível! Vidas em risco por irresponsabilidade pura. Precisamos mudar. E o povo gaúcho dá provas de que quer essa mudança: 84,9% da população gaúcha aprova a ação Balada Segura e 54% defende a prisão de motoristas que dirigirem embriagados.

No Congresso Nacional, sempre defendi penas mais duras para infrações de trânsito, como a pena de reclusão para, pelo menos, duas situações agravantes no homicídio de trânsito: as que envolvam o uso de álcool no trânsito e a prática do racha.

Desde o dia 1 de novembro de 2014, isso é lei. Mas precisa, agora, ser aplicada com rigor para evitarmos a impunidade. Para entendermos a importância de penas mais severas, no Rio Grande do Sul, há apenas uma pessoa no sistema prisional em decorrência de homicídio no trânsito. Onde estão todos os responsáveis pelas centenas de mortes dos últimos anos? É hora de o poder público agir e fazer valer nossas leis..

Beto Albuquerque

Vice-presidente Nacional do PSB

e Presidente do PSB/RS

(Artigo publicado no Jornal do Comércio)