“Eu não quero que minha filha seja vacinada por esse tipo de gente, um viado”

22/08/2021 13h12 - Atualizado há 29 dias
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Divulgação

O culto a divindade encarnada, que vem ocorrendo no Brasil nos últimos três anos, tem contribuído para que "criminosos preconceituosos" tirem suas máscaras e partam para o ataque contra o que consideram "anormal".

Na realidade eles são os ANORMAIS, promovem uma "política" de desrespeito, ataques e segregação contra quem não pensa como eles.

Não respeitam posicionamentos políticos, religiosos e de sexualidade, como se fossem os donos da verdade e defensores da família, como se posicionam em redes sociais e até em público, como na manifestação infeliz dessa mulher que atacou e ofendeu um servidor, simplesmente por se achar superior por ser heterossexual.

Essa "senhora" deve ser identificada, denunciada e responder pelos crimes que cometeu, já passou da hora de pararmos de sermos complacentes com figuras preconceituosas e criminosas.

Entendo o caso:

De acordo com as informações da SESAU de Campo Grande, uma mulher havia comparecido ao drive de vacinação Albano Franco, ontem 21), para vacinar a sua filha adolescente. 

A mulher, que aguardava a filha ser vacina, de dentro do veículo, discutiu com uma servidora e jogou os documentos no chão, rotulando o profissional que iria aplicar a vacina de "viado" e que esse não vacinaria sua filha.

 “No momento, por alguns minutos, meu mundo parou e fiquei sem reação pois jamais imaginei passar por tal situação[...] A senhora começou a discussão pois já chegou ao box gritando dizendo de que não queria que eu vacinasse sua filha ou chegasse perto. Isso sem me conhecer ou ao menos trocar uma palavra comigo, apenas por puro preconceito”, disse a VÍTIMA.

“Esbravejando, a senhora desceu de seu Corolla Branco, pegou os documentos do chão e apontou seus dedos para mim dizendo: “Eu não quero que minha filha seja vacinada por esse tipo de gente, um viado”, afirmou o cirurgião dentista, vítima da homofóbica.

A Nota de repúdio da SESAU de Campo Grande é muito importante, mas não pode ficar só nisso, afinal de contas a gravidade do crime também se estende ao fato da agressão, mesmo que só verbal, contra um servidor público no exercício de sua função. 

TONI REIS