Derrubada do veto do fundo eleitoral foi "jogada ensaiada" combinada entre Governo e Congresso

19/12/2021 09h03 - Atualizado há 8 mêses

A ideia, que parece que está dando certo, é de montar um discurso de honestidade para Bolsonaro e diluir a "repulsa popular" entre os parlamentares

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Divulgação

O veto de Jair Bolsonaro, ao FUNDO ELEITORAL de 5,7 BILHÕES de reais, na realidade não passou de uma "jogada ensaiada" para livrar Bolsonaro das críticas e diluir entre Câmara e Senado, o peso por triplicar o financiamento público de campanhas.

Foram 53 senadores e 317 deputados que votaram pela derrubada do veto, congressistas esses que, em sua maioria, são conhecidos somente em seus estados e que em pouco tempo terão essa votação apagada da memória de seus eleitores.

Informações vindas dos bastidores do Planalto são de que Bolsonaro "vetou", mas reuniu seus novos antigos parceiros, PL, PSL e Centrão, para pedir a derrubada de seu próprio veto, alegando que precisará de recursos para poder fazer campanha massiva na tentativa da reeleição.

Essa informação se ampara no mais absoluto silêncio de Bolsonaro sobre o assunto, não fazendo qualquer manifestação na direção de contar com apoio do congresso para manter seu veto.

No final de agosto, quando a regra foi vetada, fontes da Câmara dos Deputados informaram que o presidente da Casa já havia sido informado pelo próprio presidente Bolsonaro sobre o veto, o que mostra o alinhamento que já se desenhava desde aquela época.

O fato é que existe uma enorme dificuldade para atender mais de 14 milhões de desempregados, mais de 30 milhões que ingressaram na extrema pobreza, assim como houve na compra de vacinas para proteger o povo do COVID-19 mas, por outro lado, quase 6 BILHÕES DE REAIS são facilmente destinados a campanha eleitoral, que vem tendo custos extremamente reduzidos, ano a ano, com serviços de mídia e redes sociais que "colocam" o candidato em contato com seus eleitores, onde quer que estejam, com apenas um clique.

O Presidente ainda tem uma chance de se redimir, abrindo mão do dinheiro do Fundo Eleitoral, justificando o seu "VETO".

Por TONI REIS