Sesau implementa plano de emergência para controlar saúde pública de Campo Grande

19/04/2023 11h06 - Atualizado há 1 ano

Trata-se de diretriz com ações voltadas a todos os episódios de emergência da Capital, como epidemia de dengue e doenças respiratórias

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(Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande divulgou Plano de Emergências de Saúde Pública em suplemento do Diário Oficial desta quarta-feira (19). Conforme informou a secretaria à equipe de reportagem, trata-se de uma diretriz com ações voltadas a todos os episódios de emergências, como surto de doenças respiratórias, Covid-19, epidemia de dengue, entre outras doenças. Assim, uma das medidas é a adoção de matriz de risco para acompanhar gravidade de doenças na Capital.

Conforme documento oficial, a Sesau reforça aumento de epidemias e surtos de doenças supostamente controladas, como dengue, febre-amarela, poliomielite, cólera, hantavirose – zoonose viral aguda – e Covid-19. Portanto, esse cenário coloca o sistema de saúde em constante desafio.

“Essas emergências causam uma forte pressão sobre os sistemas de saúde, tornando necessária a organização de estratégias capazes de minimizar os potenciais danos, com adoção de ferramentas e instrumentos adequados ao seu enfrentamento”, reforça a Sesau.

Portanto, o plano de emergência para a Capital organiza as instruções básicas a serem desenvolvidas no município diante da emergência da saúde pública nos âmbitos municipal, estadual e internacional, conforme as diretrizes da OMS (Organização Mundial da Saúde). Assim, novas estratégias, procedimentos e processos de trabalho são estabelecidos para reduzir potenciais impactos à saúde e reduzir a morbimortalidade na Capital.

Gestão de risco para controlar ameaças

Dentre as medidas elencadas pelo documento, a Sesau afirma que todas as áreas da secretaria municipal de saúde têm a responsabilidade de identificar, caracterizar e analisar ameaças e vulnerabilidade frente a situações que possam constituir uma situação de emergência.

É também necessário diferenciar dois conceitos: a possibilidade e a probabilidade da ocorrência de algum agravo ou dano.

“Há a necessidade de definir instrumento ou a forma como a síntese das informações relevantes para avaliação da ameaça deve ser feita, fornecendo informações técnicas e suas possíveis repercussões sobre a saúde da população, definindo a estrutura necessária à resposta e os recursos exigidos”.

Comitê de Monitoramento de Eventos

A Sesau também reforça o trabalho do Comitê de Monitoramento de Eventos, que possui em suas funções o monitoramento de riscos à saúde pública, por meio do Cievs e a integração da Vigilância em Saúde e as demais áreas da Secretaria.

“As emergências em saúde pública são notificadas ao Cievs nacional e podem ser classificadas como de importância nacional e internacional. Como consequência da avaliação de risco, ações de vigilância e controle de emergência são desenvolvidas e o monitoramento realizado”.

Assim, doenças devem ser avaliadas da seguinte forma:

Varíola, poliomielite por vírus selvagem, influenza humana por novo subtipo de vírus e síndrome respiratória aguda grave por coronavírus: notificação imediata à OMS.

Doenças com maior risco de disseminação internacional: aplica-se o algoritmo de decisão quando houver casos ou surtos para avaliar de forma contextualizada.

Sesau adota Matriz de Risco

Documento ainda explica detalhadamente a função de cada setor e reforça que adotou uma Matriz de Risco composta por duas situações: Capacidade do Sistema de Saúde e Evolução da Epidemia.

O primeiro será composto por indicadores que mensuram o nível de comprometimento da estrutura de atendimento assistencial aos pacientes. Já o segundo eixo indica a situação, a direção e a velocidade da propagação da doença na população.

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(Foto/Reprodução/Diogrande)

Para cada indicador foram estabelecidos cinco níveis de risco. Portanto, a Sesau chega a um resultado a partir da somatória que vai indicar a gravidade de uma doença, por exemplo.

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(Foto/Reprodução/Diogrande)

Além disso, as análises devem ser realizadas a cada 15 dias ou menos, dependendo da gravidade. O documento completo pode ser conferido neste link.

Nathália Rabelo

MIDIAMAX