Consórcio insiste em reajustar passagem em 21% mesmo após ouvir não da prefeitura

02/01/2022 16h30 - Atualizado há 2 anos

Responsável pelo transporte coletivo até 2032, Consórcio Guaicurus ainda apela administrativamente e descarta abandonar os serviços no futuro

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- Arquivo / Correio do Estado

Karine Alencar

Após o prefeito Marquinhos Trad (PSD), negar reajuste de 21,93% indicado pela tarifa técnica da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), para a correção de passaporte do ônibus, o Consórcio Guaicurus emitiu um novo ofício solicitando que o chefe do executivo cumpra sua parte do acordo.

Segundo o presidente do grupo que norteia o serviço de transporte em Campo Grande, João Rezende, o documento foi intitulado um dia depois da resposta de Trad, e caso não seja atendido nos próximos dias, poderá ser viabilizado judicialmente.

"Nós pedimos que a prefeitura cumpra o contrato que ela fez, cumpra o estudo técnico apontado pela Agereg, ou senão irá recorrer à justiça. Ele tem todo o direito de decretar uma tarifa menor, diferente da correção que deve ser feita, desde que pague a diferença, isso já ta na lei de mobilidade urbana de 2012 ", explica.

Na quarta-feira (29), Trad limitou o reajuste em 5%. Com isso, o aumento será de R $ 0,20 centavos no preço atual, que passaria a ser de R $ 4,40. A margem fica bem abaixo do estimado pela tarifa técnica, que indica 21,93%, e aumentaria a passagem para R $ 5,12.

Ainda de acordo com Rezende, mesmo com a falta de consenso entre as partes, o Consórcio não deve abandonar a concessão, tendo em vista que o contrato vai até 2032. A expectativa é que a prefeitura cumpra a nova solicitação.

"Não vamos abandonar a concessão, temos um contrato de 2012 a 2032 e não estamos pedindo nada a mais do que aquilo que está na lei. Firmamos o contrato e imaginamos que vivemos em um pais que tem segurança e justiça, e acreditamos que isso irá se resolver ", disse em entrevista ao Correio do Estado.

Mesmo dia em que Trad emitiu seu posicionamento, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, sinalizou greve por tempo indeterminado, já que a correção estava ligada diretamente ao reajuste salarial dos motoristas da corporação.

CORREIO DO ESTADO