Mulher tortura homem e depois o procura em UPA para “terminar serviço”

26/02/2026 05h37 - Atualizado há 19 horas

Beatriz Elissandra Marques Carvalho, 24 anos, tentou dopar o homem e gravou as torturas que praticou contra ele. O caso ocorreu em Ceilândia

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Reprodução/Na Cidade News

Uma mulher identificada como Beatriz Elissandra Marques Carvalho (foto em destaque), 24 anos, foi presa em flagrante nesta quarta-feira (25/2) após filmar as torturas que praticou contra um homem que ela conheceu em um bar de Ceilândia (DF).

As imagens foram divulgadas pela página Na Cidade News. Na gravação, ela aparece usando uma máscara no rosto, enquanto exibe alguns objetos para a câmera, dentre eles um isqueiro aceso. O Metrópoles optou por não reproduzir o vídeo do momento da tortura.

Beatriz teria tentado dopar a vítima com medicamentos, seguido por uma sessão de agressões físicas e cárcere privado para subtrair o celular, uma blusa e os tênis do homem.

A ocorrência teve início na noite de terça-feira (24/2), em uma residência na QNM 6. Segundo as investigações, Beatriz utilizou Clonazepam misturado com água para dopar o homem. Ao perceber que ele não havia dormido como esperado, ela passou a agredi-lo fisicamente, causando lesões graves em seu rosto.

A prisão ocorreu após a suspeita comparecer a Unidade de Pronto Atendimento I (UPA) de Ceilândia nesta quarta-feira procurando pelo homem para “terminar de matá-lo”.

Uma equipe da Polícia Militar do DF foi acionada para comparecer à UPA. Aos militares, ela confessou o crime e exibiu vídeos e fotos no próprio celular onde aparecia torturando o homem com um isqueiro próximo ao pescoço dele.

Bastante alterada, ela admitiu ter tentado matar o homem na noite anterior e que o procurava para verificar se ele havia falecido. Caso contrário, Beatriz afirmou que “terminaria o serviço”.

Questionada sobre o local do crime, Beatriz indicou a própria residência. Os policiais deslocaram-se com a mulher até o imóvel, onde encontraram grande quantidade de sangue, além da faca utilizada na sessão de tortura.

Na casa da suspeita, a equipe também localizou documentos pessoais de terceiros, diversos cartões bancários e um notebook. As investigações revelaram ainda que alguns desses pertences são de outra vítima, que também teria sido dopada pela autora no dia 23 de fevereiro.

Vídeos em grupo do WhatsApp

Em depoimento, o dono de um bar da região afirmou que Beatriz costuma frequentar o estabelecimento dele para beber com outros clientes. Na ocasião, ela passou a ingerir bebida alcóolica com o homem que viria a torturar posteriormente.

Os dois deixaram o bar juntos e se dirigiram para a residência dela. Horas depois, o proprietário do comércio tomou conhecimento, por meio de vídeos em um grupo de WhatsApp, que o cliente em questão estava sendo torturado por Beatriz.

Diante disso, ele disse que se deslocou até a casa da suspeita para verificar a situação. Ao chegar, encontrou outras pessoas socorrendo a vítima e cortando as amarras de suas mãos. Segundo ele, Beatriz tinha fugido do local.

O homem foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros (CBMDF) e encaminhado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) como roubo com restrição de liberdade da vítima e cárcere privado.

Thalita Vasconcelos, Fernanda Cavalcante

METRÓPOLES