Menino de 4 anos pediu ajuda de porteiro após ver mãe morta por companheiro

09/11/2026 05h36 - Atualizado há 5 minutos

Menino não presenciou feminicídio, mas encontrou a mãe morta no quarto. Suspeito confessou crime e disse ter "feito merda"

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Reprodução/ TV Tribuna

Um menino de 4 anos pediu ajuda para um porteiro do prédio onde mora após a mãe ser assassinada pelo companheiro, Andre Luiz Coimbra Oliveira, na madrugada dessa sexta-feira (6/11), em São Vicente, na Baixada Santista.

Segundo o Boletim de Ocorrência, o garoto foi até a portaria do prédio, sem camisa e com o corpo sujo de sangue. A criança tentou gesticular, sem conseguir efetivamente falar, para que o funcionário Eder Azevedo o acompanhasse. Os dois caminharam até o apartamento, onde o porteiro encontrou a mãe, Nayara Carolina Justino Dos Santos, morta no chão do quarto.

Imediatamente, Eder solicitou ajuda aos demais trabalhadores do prédio para ligar para a Polícia Militar (PM) e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), assim como acolheu o menino. As autoridades constaram a morte da mulher e encaminharam a criança para um familiar.

O crime ocorreu no bairro Parque São Vicente, na residência da vítima. De acordo com informações da polícia, André teria matado a esposa, de 38 anos, após eles entrarem em uma discussão. Ele golpeou a mulher com uma faca e saiu do local.

Pouco tempo depois, uma viatura da GCM encontrou o suspeito caminhando sozinho sob a chuva. André fez contato direto com os agentes ao acenar. Os guardas verbalizaram a abordagem ainda dentro do veículo ao notarem nervosismo do suspeito.

O homem respondeu que havia “feito merda”. Na sequência, descreveu a briga com a companheira que terminou em feminicídio. Segundo o relato, o menino estava no próprio quarto no momento da discussão e não presenciou a cena.

O homem foi preso em flagrante e o crime foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia de São Vicente, onde ele permanece à disposição da Justiça. A criança de 4 anos ficou sob cuidados de familiares e seguirá com acompanhamento do Conselho Tutelar.

Emilly Gondim

METRÓPOLES