Melhora de ambiente de negócios depende de reformas e redução da burocracia, diz presidente da CNI

25/09/2020 09h03 - Atualizado há 27 dias

Robson Braga de Andrade participou de live realizada pela CBIC sobre as perspectivas para o novo momento político e econômico do país. Ele defendeu também redução da insegurança jurídica

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Divulgação

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou nesta quinta-feira (24) que a recuperação da economia brasileira e a melhora do ambiente de negócios passarão necessariamente por reformas a serem aprovadas pelo Poder Legislativo, por decretos que reduzam a burocracia e por marcos regulatórios que aumentem a segurança jurídica para a atração de investimentos. A declaração foi feita durante a live Perspectivas para o novo momento político e econômico do país, realizada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

“A criação desse ambiente favorável para o país passa pela reforma tributária, reforma administrativa e redução da insegurança jurídica e da burocracia. Precisamos criar um ambiente no Brasil pensando no país, nas pessoas, na sociedade e no crescimento”, afirmou Robson Andrade.

Ao tratar da reforma tributária, o presidente da CNI alertou que é preciso aprovar um texto que considere benefícios gerais para todo o país, e não para setores específicos. “A reforma tem que atender primeiro a necessidade do consumidor e também ao país, e não a setores. Tem que ser feita de forma que atraia investimentos”, destacou.

“A legislação tributária brasileira é incompreensível. Precisamos simplificar. Defendemos um IVA Nacional, que englobe impostos municipais, estaduais e federais, e um Fundo de desenvolvimento regional. Somos completamente contra uma nova CPMF”, acrescentou.

Assista a íntegra da live

Moderador da live, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, afirmou que a parceria com a CNI fortaleceu o setor da construção civil em meio às dificuldades resultantes da pandemia de Covid-19. Ele observou que o setor da construção civil fechou o mês de junho somente com 2% de queda em relação ao mesmo mês de 2019, o que, segundo Martins, foi um grande feito.

“Trabalhamos muito forte com o SESI para a manutenção do trabalho nos canteiros de construção. As pequenas e médias empresas não teriam condições por conta própria de fazer investimentos em saúde e segurança do trabalho, e em inovação”, pontuou o presidente da CBIC.

Editoria:

• Economia

Por: Diego Abreu

Da Agência CNI de Notícias