Foragido do 8/1 que pediu socorro a Eduardo Bolsonaro é preso nos EUA

12/04/2026 00h23 - Atualizado há 15 horas

O bolsonarista Esdras Jônatas estava foragido por liderar manifestações antidemocráticas em Minas Gerais; ele foi detido pelo ICE

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Divulgação

O empresário bolsonarista Esdras Jônatas dos Santos, investigado por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 que resultaram na depredação dos prédios dos Três Poderes, foi preso, nos Estados Unidos, nesta semana.

Ele foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) e está sob custódia no Centro de Detenção do Condado de Glades, em Moore Haven, na Flórida, de acordo com informações das autoridades norte-americanas.

Esdras Jônatas estava foragido por liderar manifestações antidemocráticas em Minas Gerais após o resultado das eleições de 2022, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o, então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro nas urnas.

Em junho do ano passado, o empresário viralizou ao gravar um vídeo chorando e pedindo socorro a Eduardo Bolsonaro. Ele era considerado um dos principais foragidos da Justiça brasileira por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro.

À época, ele confirmou que vivia escondido em Fort Lauderdale, na Flórida, ao lado da ex-mulher, Kathy Le Thi Thanh My dos Santos, que também era procurada pelas autoridades.

Envolvimento

Segundo as investigações, Esdras teria montado acampamento em frente a um quartel do Exército, em Belo Horizonte, onde manifestantes defendiam intervenção militar e contestavam o resultado das urnas. As suspeitas apontam que ele esteve entre os articuladores.

No início de 2023, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento do passaporte e o bloqueio das contas bancárias do bolsonarista.

A prisão pelo ICE, no entanto, não resulta na deportação automática. Nessa condição, o detido passa a responder a um processo migratório nos EUA, podendo ser liberado, permanecer sob custódia ou eventualmente deportado. A decisão depende da Justiça de imigração americana.

Luana Patriolino

METRÓPOLES