EXTREMISMO: Turistas israelenses tentam destruir mural pró-Palestina na Bahia

03/11/2026 05h46 - Atualizado há 1 hora

Episódio em Itacaré provoca denúncias de racismo e comportamento supremacista contra turistas israelenses

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Crédito: Mariá Veiga/Frente Palestina do Sul da Bahia

Afonso Bezerra, Brasil de fato – Turistas israelenses tentaram vandalizar, na sexta-feira (30), um mural construído coletivamente por moradores de Itacaré, no sul da Bahia, com mensagens de solidariedade ao povo palestino.

A intervenção artística foi feita nas paredes de um importante casarão localizado na cidade, que até dias atrás estava sendo alugado por israelenses. A obra fazia parte de uma manifestação em defesa do “turismo ético” na região, que denuncia o racismo praticado pelos visitantes.

Com frases, pinturas e lambes, o mural prestava solidariedade aos palestinos e denunciava as violências coloniais praticadas contra diversos povos pelo mundo. Os israelenses foram contidos e expulsos do local pelos próprios moradores da vizinhança.

“No dia do ato, estava tendo também um evento cultural, muita gente passando na praça, estava tendo a Flicaré, que é uma feira de livros que a gente tem aqui em Itacaré, com muitas pessoas interessantes, arte para tudo que é lado. E aí vários artistas começaram a chegar, cada um querendo expressar um pouco da sua indignação, e ficou um painel bem maior daquilo que eu combinei”, explicou a professora, moradora de Itacaré e coordenadora da Frente Palestina do Sul da Bahia, Mariá Veiga.

Só que, horas após o fim da mobilização, um grupo de turistas israelenses, incomodados com o conteúdo das mensagens, tentou vandalizar o mural. O caso foi divulgado pela página Frente Palestina do Sul da Bahia, que afirmou em uma das postagens de denúncia: “Podem tentar calar a parede, mas a nossa história não será apagada.”

“Um grupo, que devia ter umas sete pessoas vestidas com as vestimentas tradicionais, foi caminhando até o casarão com a proposta de danificar o mural feito pelos moradores, pelos artistas, pelos estudantes, pela comunidade. Eles foram com essa intenção. E aí os próprios nativos, não estávamos nós, ativistas, nada disso. As próprias pessoas que estavam na praça protegeram o mural, porque as pessoas ficaram felizes com aquele mural ali”, explicou Mariá Veiga. 

Leonardo Lucena

BRASIL 247