Dezenas de covas são abertas no Irã para estudantes mortas em ataque dos EUA

04/03/2026 05h56 - Atualizado há 18 horas

Agências internacionais e ativistas apontam que atingir deliberadamente civis ou instituições de ensino é crime de guerra; EUA negam que ataque tenha sido deliberado

Cb image default
Covas abertas no Irã para vítimas de escola • Agência Wana via Reuters

Imagens aéreas captadas por drones nesta terça-feira (3) mostraram escavadeiras abrindo novas covas na cidade de Minab, no Irã, enquanto trabalhadores preparavam os locais de sepultamento para as vítimas do ataque à escola feminina.

As imagens mostraram diversas escavadeiras trabalhando no cemitério na província de Hormozgan, com operários utilizando pás dentro das covas recém-cavadas.

O secretário de Estado Marco Rubio afirmou na segunda-feira (2) que as forças americanas "não atacariam deliberadamente uma escola", após a mídia estatal iraniana noticiar que mais de 160 pessoas foram mortas em um ataque a uma escola feminina no primeiro dia dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, no sábado (28).

O ataque relatado ocorreu em uma escola primária feminina na cidade de Minab, no sul do Irã, no sábado, marcando o caso mais mortal na guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O ataque foi condenado pela UNESCO, agência da ONU para a educação e a cultura, e pela ativista da educação ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai.

Atacar deliberadamente uma instituição de ensino, um hospital ou qualquer outra estrutura civil é um crime de guerra segundo o direito internacional humanitário.

Deniz Uyar, da Reuters - CNN