CIA concluiu que figuras leais a Maduro são melhores para liderar Venezuela

07/01/2026 05h36 - Atualizado há 1 dia

Fontes informaram ao Wall Street Journal que relatório da Agência de Inteligência influenciou na decisão de Trump de apoiar a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez

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Delcy Rodríguez toma posse como presidente interina da Venezuela - 05/01/2026 • Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

Uma avaliação sigilosa da CIA, apresentada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concluiu que lideranças leais ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, incluindo a agora presidente interina, Delcy Rodríguez, estavam mais bem posicionadas para manter a estabilidade se Maduro perdesse o poder, disseram duas fontes informadas sobre o assunto na segunda-feira (5).

As fontes, falando sob condição de anonimato, confirmaram em uma reportagem exclusiva do Wall Street Journal.

Trump foi informado sobre o relatório e ele foi compartilhado com um pequeno grupo de sua equipe de segurança nacional, disseram as fontes.

Segundo as fontes, a avaliação foi uma das razões pelas quais Trump decidiu apoiar Rodríguez em vez da líder da oposição María Corina Machado.

A Casa Branca se recusou a confirmar a reportagem.

"O presidente Trump é rotineiramente informado sobre a dinâmica política interna em todo o mundo. O presidente e sua equipe de segurança nacional estão tomando decisões realistas para finalmente garantir que a Venezuela se alinhe aos interesses dos Estados Unidos e se torne um país melhor para o povo venezuelano", disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em resposta a uma consulta.

A queda de Maduro

A Venezuela permanece em turbulência dias após Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, terem sido capturados por forças americanas em Caracas.

Na segunda-feira (6), Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas em sua primeira aparição no tribunal, em Nova York, na qual Maduro declarou: "Eu ainda sou o presidente do meu país".

A próxima audiência está marcada para 17 de março. Nem Maduro nem Flores estão buscando fiança ou libertação imediata.

Na Venezuela, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, tomou posse como presidente interina ainda na segunda-feira, embora o presidente Donald Trump tenha afirmado repetidamente que está no comando e não tenha descartado uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.

Steve Holland e Rajveer Singh Pardesi, da Reuters