Ação proporciona prazer!

02/03/2015 00h00 - Atualizado há 2 anos

Provavelmente todos nós já sentimos o poder antagônico entre o querer e o fazer. Mas porque razão não seguimos o caminho daquilo que é necessário ser feito? Por vezes até temos conhecimento do que é preciso para sermos bem sucedidos, mas simplesmente não fazemos.

As causas podem ser inúmeras, mas algo comum manifesta-se estabelecendo uma forte relação para a auto sabotagem de alguns dos nossos desejos: as emoções.

As emoções, quando sentidas e descodificadas pela nossa consciência dão origem à sua forma mais apurada: os sentimentos.

Os nossos sentimentos para o bom e para o mau fazem-se sentir, exercendo uma forte influência nos nossos pensamentos e consequentemente nas nossas decisões para a ação.

Exemplo: se alguém tem de fazer exercício físico porque necessita  perder peso, servindo igualmente como um ativador comportamental e um redutor de ansiedade, e quando chega a hora de sair à rua para iniciar a atividade, a pessoa diz: “Hoje não me sinto com vontade”. Este é um exemplo claro de que neste caso, o sentimento que a pessoa está tendo naquele momento, é um sentimento negativo e de incapacidade e não deve ser seguido. A pessoa deve orientar-se por aquilo que é necessário ser feito e não pela forma como esta sentindo.

O antídoto para ultrapassar a paralisia que os sentimentos negativos provocam na nossa vida, é a aceitação dos mesmos, seguida de ação

QUANDO ME SINTO PÉSSIMO O QUE FAZER?

Agir com planejamento.

Tente descobrir o que a emoção lhe está transmitindo e faça algo. Se você acordou às três da manhã com pensamentos obsessivos sobre as suas finanças, sente-se, faça um balanço dos seus gastos, e estabeleça um novo orçamento. Se você está preocupado porque julga que o seu chefe acha que você não está fazendo um bom trabalho, seja pró-ativo, e agende uma reunião para discutir o seu desempenho e obtenha  feedback diretamente.

Apague o fogo emocional através da ação.

Agir propositadamente.

O propósito, aqui, significa aqueles comportamentos que lhe transmitem um senso de propósito, as coisas que lhe dão motivação, que você sente-se apaixonado, que, quando as executa torna-se criativo e fluido nos seus pensamentos.

Esses comportamentos ou ações, como por exemplo: jardinagem, ajudar os outros, fazer música, passar tempo com os seus filhos, é aquilo para onde você pode dirigir a sua atenção quando as suas emoções estão para baixo.

Muito provavelmente assim que inicie alguma dessas atividades, a preocupação, a depressão ou tristeza irão desaparecer sendo substituídos por sentimentos de alegria, satisfação e bem-estar.

Agir conscientemente.

Se você tiver que fazer algo que não gosta de fazer, por exemplo mudar um pneu furado, limpar o banheiro, seja o que for, ao invés de focar-se nas emoções e ficar ruminando na sua cabeça sobre como isso é injusto ou como é horrível, tente, tanto quanto possível sentir aquilo que faz. Sinta os seus músculos trabalhando ao levantar o pneu ou a usar a esponja na sua mão, ouvir o som dos parafusos enquanto são apertados.

Ao aumentar a sua atenção no presente, há menos espaço para toda a preocupação mental e consequentes sentimentos negativos.

A mensagem que importa ter em mente perante uma sensação negativa, de incapacidade, angustia ou tristeza é: “Qual é a próxima coisa que eu preciso fazer?”

Abandone a pergunta comum e destruidora: “Como é que me sinto?”

Em seguida faça o que tem em mente.

Abandone a preocupação, passe à ação.

Provavelmente irá ficar surpreendido com os sentimentos que irão imergir da ação.