Flávio é desmonte do Estado, Brasil colônia e povo refém de pobreza e violência — Uma história de horror

18/10/2026 05h46 - Atualizado há 1 hora

“Flávio e as “elites” econômicas querem um Brasil para poucos com mão de obra barata e, se possível, pouca instrução escolar”

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Vou dar uma palinha para vocês sobre Flávio Bolsonaro e sua histriônica família:

1) Jair Bolsonaro: condenado a 27,3 anos de prisão por tentativa de golpe de estado e outros crimes;

2) Flávio Bolsonaro: investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no caso Dark Horse, que é vinculado ao inquérito do escândalo Master/Vorcaro, além de responder por crime de calúnia contra o presidente Lula;

3) Eduardo Bolsonaro: deputado cassado, escrivão expulso da PF e foragido da Justiça, seu nome consta no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), um sistema público gerido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ);

4) Carlos Bolsonaro: a Justiça considerou réus sete ex-assessores do ex-vereador por crimes de rachadinhas, assim como ele foi indiciado pela PF no inquérito da “Abin paralela” e, por decisão do STF, é apontado como um dos líderes da organização criminosa, além de ter chefiado o famoso “Gabinete do Ódio”, que também é investigado; e

5) Jair Renan Bolsonaro: o filho caçula do Jair é réu perante a Justiça por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele é acusado de fraudar documentos e declarações de faturamento da empresa RB Eventos e Mídia para obter empréstimos bancários que totalizaram R$ 291 mil entre 2022 e 2023, os quais não foram pagos.

Enfim, temos uma amostra resumida sobre com quem o Brasil está a se meter e o que poderá acontecer se a família Bolsonaro voltar ao poder central da República. A família que há décadas usufrui de cargos públicos e mama sofregamente nas tetas do Estado, mas que, hipocritamente, se autodenomina privatista e defensora da iniciativa privada. Odeia o Estado, mas adora ter acesso para controlar seus recursos financeiros e orçamentários. Trata-se do cinismo em toda sua plenitude e a dissimulação em forma de escárnio.

Comecemos, agora, com uma observação: o próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), no período entre 2027 e 2029, será o ministro Alexandre de Moraes. Entendo que não é apenas este o único motivo para que a extrema direita brasileira faça campanha permanente de desmoralização e desqualificação do magistrado da Alta Corte, que botou muita gente deste espectro político na cadeia.

Moraes garantiu com o apoio da maioria de seus colegas do Supremo, juntamente com outras autoridades democráticas e legalistas, dentre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a preservação da democracia, a integridade das instituições republicanas e a consolidação do Estado Democrático de Direito, em um País que ficou 21 anos submetido à ditadura civil-militar (1964/1985).

O regime de força implantado pelos conspiradores de extrema direita teve por propósito golpear João Goulart. O presidente trabalhista havia anunciado as Reformas de Base, um conjunto de propostas estruturais para modernizar o País e combater as desigualdades sociais e econômicas. Entre as principais medidas estavam as reformas agrária e tributária, a nacionalização de refinarias e o controle sobre as remessas de lucro para o exterior. Esse projeto serviu de gatilho para que o empresariado, generais, barões midiáticos e políticos de direita se unissem para efetivar um golpe de Estado contra Jango, o herdeiro político do estadista Getúlio Vargas.

Fiz esta pequena explanação acima para afirmar que a extrema direita política e empresarial deste País nunca mudou, porque apenas as gerações se sucedem, mas a essência golpista, elitista e violenta é a mesma. Neste momento, os bolsonaristas estão a fazer uma frente de destituição de Alexandre de Moraes. Querem-no fora do cargo de ministro do STF e, obviamente, tê-lo como presidente do Supremo causa calafrios aos que estiveram no poder com Jair Bolsonaro e a muitos de seus apoiadores em vários setores e segmentos da sociedade brasileira.

A verdade é que sempre sonharam com a volta dos tempos da ditadura, por serem autoritários e sectários, assim como recusam a se submeter à Constituição, à organização do Estado e a qualquer tipo de fiscalização moral, política, financeira e econômica. Desejam repetir os desmandos e covardias, exatamente como ocorreu no governo ultraneoliberal e militarista de Jair Bolsonaro, que prejudicou severamente as minorias, os trabalhadores e aposentados, bem como beneficiou tremendamente a turma endinheirada do andar de cima.

A verdade é que esse tipo de gente só quer o Estado para servi-lo em seus interesses e reprimir todo e qualquer movimento político e reivindicatório, a se contrapor às denúncias que possam contrariar os interesses da velha burguesia de índole e práticas escravagistas. É isto que está em jogo: a eleição de Flávio Bolsonaro e a possível derrota do presidente Lula, que é o político mais poderoso do Brasil, de esquerda e trabalhista, que há décadas luta por um estado de bem-estar social e não pela implementação do socialismo.

Esses fatores levam a Casa Grande brasileira a chamá-lo ridiculamente de comunista, quando a verdade é que Lula é um social-democrata, que se limita às regras de um País capitalista ainda em desenvolvimento, bem como em busca de soberania para poder ser dono do seu próprio nariz e, consequentemente, decidir sobre seu destino e futuro, um propósito hercúleo, ainda mais quando sabemos que existem potências mundiais de espectros colonialistas determinadas a controlar e explorar as riquezas das nações que se autodenominam independentes ou soberanas.

O presidente Lula e todos nós vivemos sob o regime político de democracia liberal e não popular. Sendo assim, a população transfere por meio dos votos concedidos a candidatos eleitos as decisões relativas às ações do Estado. Esse processo eleitoral é diferente de como aconteceria em uma democracia popular, que implanta a participação direta do povo por mecanismos que eliminam a intermediação de partidos políticos tradicionais, além dos parlamentos burgueses liberais.

Lula e o Partido dos Trabalhadores deixaram de implementar o Orçamento Participativo e a Gestão Comunitária colocados em prática nas primeiras administrações municipais sob o controle político do PT. A verdade é que o Partido dos Trabalhadores jamais efetivou, em âmbito federal, os conselhos populares, quando a população toma decisões financeiras em relação aos recursos públicos e aos investimentos do Estado nas inúmeras comunidades e bairros.

Além disso, o PT e Lula nunca realizaram plebiscitos e referendos de maneira frequente para o povo decidir, realidades que comprovam que o PT no poder é um partido que dialoga democraticamente com os representantes da burguesia e tenta, na Presidência da República, negociar para distribuir renda e riqueza por meio de programas sociais e investimentos públicos de infraestrutura. Entretanto, para efetivar seu programa, é necessário também cumprir com as regras estabelecidas pela democracia liberal, que é controlada na Justiça e no Congresso por agentes públicos ligados à riquíssima burguesia brasileira.

Enfim, trata-se da Casa Grande sempre disposta a não negociar, a não ser cuidar dos seus interesses econômicos por meio da maioria política eleita sob o peso de muito dinheiro e influência. Se não der certo, tenta-se outro golpe de estado. No Brasil é assim, que o digam os trabalhistas e socialistas que tentaram, desde os tempos de Getúlio Vargas, melhorar as condições de vida do povo brasileiro e fazer do Brasil um País soberano. Pagaram caro, e muito caro.

Contudo, a direita saiu do front das disputas eleitorais e, no lugar dela, entrou a extrema-direita de Jair Bolsonaro, o qual, presidiário que é, passou o bastão para seu filho Flávio — um rapaz perigoso, moralmente sem limites, extremamente cínico e frio, quando confrontado sobre as inúmeras acusações e denúncias de corrupção contra ele. Trata-se de um oportunista que é oficialmente investigado pela Polícia Federal e que está disposto, como sempre afirma, a efetivar no Brasil um desmonte do Estado e dos interesses do País quanto à sua soberania e no que concerne ao seu desenvolvimento socioeconômico, como jamais se viu.

Porém, a extrema-direita e seus eleitores estão tão desesperados, que apoiam até quadrilheiros que foram gravados a conversar com bandidos envolvidos em megaescândalos financeiros e que ainda têm a petulância de concorrer às eleições gerais em cargos importantes como os de presidente e vice-presidente, dentre outras posições relevantes da República. Afinal, o principal propósito de tantos maus propósitos é que se essa turma do balacobaco chegar ao poder central efetivar-se-á o modelo neoliberal para a economia e, com efeito, garantir novamente os lucros estratosféricos aos grandes empresários, banqueiros e jogadores do mercado de capitais, com os juros altos a elevar ainda mais suas fortunas pornográficas.

Os princípios da democracia e do Estado de Direito são totalmente incompatíveis em relação aos interesses da direita brasileira, que é bárbara e odeia qualquer marco civilizatório. Seu interesse fundamental é ganhar muito dinheiro para viver como as elites de um sultanato e, por sua vez, atiçar seus cães ferozes ou capitães-do-mato contra todo cidadão, no poder ou não, que ouse estabelecer uma sociedade que tenha como plataforma os direitos humanos, o combate à pobreza, a inclusão social e a igualdade de oportunidades.

Só de pensar na efetivação de um mínimo de igualdade para o povo brasileiro, a direita e a extrema direita — de almas profundamente reacionárias — estrebucham e vertem pela boca uma baba viscosa de puro veneno. Tomadas por uma síncope que as desliga de qualquer consciência, inteligência e sensatez, elas se dissociam da realidade dos fatos para criar fake news, que corroem a República por dentro em forma de corrupção e abuso de poder.

Esse terrível processo de descredibilização e mentiras visa a destruição das instituições republicanas para, se possível, deixar a sociedade civil organizada de joelhos, à mercê de um ditador moralmente podre. Este, com sangue nos olhos para roubar e matar em prol de uma casta de milionários e bilionários, serve também aos seus apoiadores mais próximos, que se tornam cúmplices de crimes. Dito isso, a escória passa a ocupar cargos e se beneficiar de migalhas financeiras, enquanto os verdadeiramente ricos recebem privilégios e benefícios de um governo colonizado e entreguista, além de fascista, que tenta edificar uma plutocracia.

Contudo, torna-se salutar não deixar passar batido depois que o Brasil viu o porquê de o ministro André Mendonça, do STF, ter resistido a abrir integralmente os dados do celular do presidiário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, no âmbito do maior escândalo financeiro da história do País. Tal escândalo, de grandes proporções, envolve muita gente graúda da direita brasileira e do setor empresarial, a verificar-se também que “o filho do rapaz” não é o Fábio Luís Lula da Silva, apelidado pela imprensa hereditária e de mercado como “Lulinha”, cuja finalidade é ligá-lo a Lula e assim desfavorecê-lo politicamente.

O verdadeiro “filho do rapaz”, definitivamente, não é o filho do Lula e sim o filho do Jair Bolsonaro, conforme diálogos investigados pela Polícia Federal. Trata-se do Flávio Bolsonaro ou Bozinho, gado estúpido(!), que está enterrado até o pescoço na lama fétida do rombo do INSS, que, por sua vez, é interligado com o escândalo do Banco Master e com a pilantragem milionária do filme Dark Horse, que conta a história vergonhosa do golpista e presidiário Bolsonaro, chamado também de “capitão”.

Em outras palavras, uma imensa lavanderia de dinheiro público roubado na maior cara-de-pau para atender à ganância desmedida do verdadeiro “filho do rapaz” ou filhos, bem como satisfazer os anseios de riqueza de centenas de picaretas que tiveram acesso ao poder no desgoverno militarista de Bolsonaro, cujos cúmplices dessa perigosa quadrilha foram beneficiados até com um banco para ser chamado de “meu”.

A vida política do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é uma tragédia para o Brasil e o povo brasileiro, mesmo para aqueles que votam nele por serem cúmplices ou ignorantes sobre a vida errática do político de extrema direita, que jamais teve em suas gavetas um único projeto que beneficiasse a população do Rio de Janeiro e deste País rico de povo pobre em 23 anos de carreira na política profissional. Flávio é um agente político socialmente inútil, totalmente dissociado dos interesses do Brasil e das realidades da população, pois apenas preocupado com seu bem-estar social e familiar, a exemplo do seu pai e dos seus irmãos.

O negócio do Flávio sempre foi ganhar muito dinheiro, como demonstra sua deplorável biografia plena de iniquidades e mentiras. O senador de palavras fascistas e ações entreguistas é uma pessoa investigada e alvo frequente de denúncias e acusações sobre inúmeros casos de corrupção e atos e ações controversos no que diz respeito a ter inúmeros aliados na política e no meio empresarial presos, assim como outros tantos respondem a processos criminais, a demonstrar-se com isso que a vida do filho primogênito chamado de 01 pelo ex-presidente e agora presidiário Jair Bolsonaro é uma coletânea de práticas ilegais, que até os dias de hoje ainda não foi devidamente julgada e punida.

Como se diz no jargão policial, a “capivara” de Flávio Bolsonaro é vasta e requer muita atenção por parte dos eleitores deste País, porque o Brasil desde 2013 está indelevelmente dividido em um amplo bipartidarismo, que remonta, em parte e com as devidas realidades e proporções, o período da ditadura militar, que Jair Bolsonaro tentou trazer à tona com a presença no seu desgoverno de inúmeros generais e coronéis a ocupar cargos importantes da República. O golpista quis reviver os tempos da ditadura em plena terceira década do século XXI.

Por sua vez, é necessário sempre lembrar que o candidato a presidente da extrema direita e do PL, Flávio Bolsonaro, é investigado oficialmente pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, improbidade administrativa, desvio de verbas públicas (peculato), falsidade ideológica, organização criminosa, tráfico de influência e fraude em licitações. Um verdadeiro arcabouço de desmandos, irregularidades e ilegalidades, que um dia esse sujeito terá de responder perante os tribunais da Justiça.

A verdade é que ter mais um Bolsonaro na Presidência da República é como se as pessoas resolvessem realizar um suicídio coletivo, a termos o Brasil como uma mercadoria a ser vendida a preço baixo ou um campo gigantesco de exploração e pilhagem para que potências como os Estados Unidos possam se desenvolver ainda mais às custas do sacrifício do povo brasileiro em grande parte constituído de trabalhadores e aposentados, que sustentam o Estado nacional com o suor do trabalho.

Os brasileiros têm de ficar alertas, porque Flávio Bolsonaro e escumalha apresentaram o plano de governo para ser implementado, com as seguintes covardias e perversidades, a seguir: privatização da Petrobras; da Caixa Econômica; dos Correios; da Eletrobras (conclusão); reforma trabalhista com contrato de trabalho por hora; redução de encargos trabalhistas (CLT); mudanças na Constituição (fim da estabilidade para novos servidores), reforma administrativa ampla, redução das cláusulas pétreas, além de ajustes; revisões dos direitos sociais, a exemplo das condicionalidades do Bolsa Família e o fim da aviso prévio indenizado, além da privatização dos portos e aeroportos por intermédio de mais leilões.

Derrotar a família Bolsonaro e, em especial, o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, não é apenas uma questão política e ideológica, mas é, sobretudo, de sobrevivência. Não é também um propósito de opção partidária ou até mesmo de simpatia ou antipatia. Derrotar os fascistas é preservar a consciência de que somos uma nação, com vasta cultura e diversidade, além de multifacetada e com vocação democrática. Derrotar o Flávio é proteger o Brasil da miséria, da pobreza, das perseguições, da entrega criminosa do patrimônio público e das nossas riquezas. Derrotá-lo significa termos mais salários, empregos, renda e acesso à saúde, à educação e à moradia de melhor qualidade.

Flávio e as “elites” econômicas querem um Brasil para poucos com mão de obra barata e, se possível, pouca instrução escolar. Eleger Flávio Bolsonaro é igual a eleger um inimigo, que dentro da sua casa, que é o Brasil, vai sabotá-lo para privilegiar ainda mais os ricos, bem como transformá-lo em colônia dos Estados Unidos, cujos governos só pensam nos seus interesses, doa a quem doer, como comprovam, secularmente, suas invasões armadas para roubar as riquezas das nações. Derrotar Flávio Bolsonaro é fortalecer os interesses e o futuro do Brasil. É isso aí.

Autor Davis Sena Filho

BRASIL 247